O ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB) lançou uma sugestão ousada para o cenário político do Rio Grande do Norte visando as eleições de 2026: o nome do deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa, como candidato ao governo estadual pelo grupo governista.
Em entrevista concedida à rádio Mix nesta terça-feira (8), Garibaldi planejou o cenário em que a atual governadora Fátima Bezerra (PT) e seu vice, Walter Alves (MDB), renunciariam aos cargos em 2026. Tal movimento abriria caminho para que Ezequiel Ferreira assumisse o governo e, em seguida, concorresse à reeleição.
Entretanto, a proposta de Garibaldi Alves Filho esbarra em questões legais. Conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em março deste ano, no caso de dupla vacância nos cargos de governador e vice no último ano do mandato por motivos não eleitorais (renúncia ou falecimento), novas eleições, diretas ou indiretas, devem ser realizadas para eleger um novo governador para um mandato tampão até 31 de dezembro de 2026.
O próprio Garibaldi Alves Filho reconheceu o obstáculo legal, mencionando que advogados eleitorais o alertaram sobre a impossibilidade de Ezequiel Ferreira assumir o governo de forma imediata. Apesar disso, ele vislumbra a possibilidade de uma aliança entre Ferreira e Walter Alves, com Ezequiel encabeçando a chapa como candidato a governador. Segundo Garibaldi, “se for concretizada a aliança entre eles dois (Ezequiel e Walter), seria com a candidatura de Ezequiel a governador”.
O ex-senador contou ainda que, mesmo após apelo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante visita ao RN, Walter manteve sua posição de não disputar o Governo do Estado. Com Walter fora da disputa majoritária, a prioridade do MDB em 2026 será fortalecer sua presença na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
“Nós fomos vítimas de uma nominata na última eleição. Eu tive uma votação expressiva e, por falta de quociente eleitoral, fiquei de fora, enquanto outros, com menos votos, se elegeram por outras legendas. Nós não queremos ser vítimas disso novamente”, explicou. Segundo ele, o partido, sob a liderança de Walter, já trabalha na formação de uma nominata competitiva.
Sobre a aliança entre MDB e PT, Garibaldi acredita que ela será mantida. Disse que não vê clima de desconfiança e que o entendimento entre os dois partidos está firme. Para ele, há espaço para mudanças até o próximo ano, mas reiterou seu otimismo quanto à continuidade da parceria. “Eu estou otimista quanto à possibilidade dessa aliança se consolidar no próximo ano”, afirmou.
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