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Briga nos bastidores de ‘É Assim que Acaba’ explode em acusações e processos judiciais

Em 16 de janeiro de 2025, Baldoni e sua equipe apresentaram uma ação de 400 milhões de dólares contra Lively, Reynolds, Leslie Sloane e Vision PR por extorsão, difamação, invasão de privacidade, quebra de contrato, interferência em relações contratuais e outras acusações.

O filme ‘É Assim que Acaba’, adaptação do romance de Colleen Hoover, tem gerado mais polêmica nos bastidores e pós-lançamento do que propriamente na tela. A trama, que aborda temas delicados como violência doméstica e abuso emocional, acabou ofuscada por alegações graves e processos judiciais envolvendo o diretor e ator Justin Baldoni e a atriz Blake Lively.

Antes mesmo da estreia, Lively já havia recebido críticas por promover o filme com figurinos floridos, o que muitos interpretaram como uma forma de minimizar a carga emocional da história. No entanto, o que realmente chamou a atenção foi o distanciamento público entre o elenco e Baldoni, confirmado posteriormente pela ação judicial movida por Lively.

Por que Blake Lively processou Justin Baldoni?

Em 20 de dezembro de 2024, Blake Lively entrou com uma ação judicial de 80 páginas contra Justin Baldoni, Wayfarer Studios e outros envolvidos na produção do filme. As acusações incluem assédio sexual, retaliação, falha em investigar e prevenir o assédio, quebra de contrato, imposição intencional de sofrimento emocional, negligência e invasão de privacidade. A denúncia detalha uma reunião em 4 de janeiro de 2024, na qual Lively apresentou uma lista de exigências para garantir sua segurança e bem-estar no set.

Entre as exigências de Lively, estavam:

  1. Fim da exibição de vídeos ou imagens de mulheres nuas, incluindo a esposa do produtor, para ela ou seus funcionários.
  2. Proibição de mencionar a “dependência em pornografia” de Baldoni e Jamey Heath.
  3. Fim das discussões sobre experiências sexuais pessoais.
  4. Proibição de mencionar situações de falta de consentimento sexual.
  5. Fim de descrições da genitália para Lively.
  6. Proibição de piadas sobre denúncias de assédio no set.
  7. Fim de perguntas sobre o peso de Lively ao seu treinador.
  8. Proibição de mencionar que Baldoni “falou com” o pai morto de Lively.
  9. Fim da pressão para Lively revelar suas crenças religiosas.
  10. Aviso imediato em caso de exposição à COVID-19.
  11. Presença constante de um coordenador de intimidade nas cenas com Baldoni.
  12. Proibição de contato físico ou comentários sexuais sem consentimento.
  13. Coreografia prévia para beijos, sem mordidas ou sucções sem consentimento.
  14. Presença de um representante de Lively durante filmagens de cenas de nudez ou sexo.
  15. Escolha de atores profissionais para cenas íntimas, não amigos dos produtores.
  16. Uso de dublê em cenas de estupro ou violência com Baldoni.
  17. Proibição de adicionar cenas de sexo sem aprovação prévia.
  18. Presença de coordenador de intimidade com monitor em cenas de nudez ou sexo simulado.
  19. Proibição de acesso a monitores durante cenas fechadas, exceto para equipe essencial.
  20. Proibição de Baldoni e Heath entrarem no trailer de Lively quando ela estiver nua.
  21. Fim de reuniões privadas e demoradas no trailer de Lively.
  22. Proibição de Baldoni pressionar para defumar os funcionários de Lively.
  23. Inclusão e autoridade para a produtora Alex Saks.
  24. Supervisão diária da Sony na produção.
  25. Contratação de produtor experiente para supervisionar a segurança.
  26. Proibição de pressionar Lively a cruzar linhas de piquete.
  27. Proibição de comportamento retaliatório ou abusivo.
  28. Reunião presencial antes da retomada da produção para aprovar um plano de segurança.

A denúncia também alegava que Baldoni e sua equipe planejaram uma campanha de difamação para prejudicar a reputação de Lively. A estratégia de marketing que pedia foco na “força e resiliência” da personagem, em vez de enfatizar a violência doméstica, também foi mencionada como parte do problema.

A repercussão da notícia gerou grande apoio a Lively. A contratação pela equipe de Baldoni da mesma assessoria de crise que trabalhou com Johnny Depp em seu processo contra Amber Heard, motivou a atriz de ‘Aquaman’ a se pronunciar sobre o caso. A agência de talentos WME abandonou Baldoni e a Sony Pictures declarou seu apoio a Lively, condenando qualquer ataque à sua reputação.

Justin Baldoni processa o New York Times

Em 31 de dezembro de 2024, Justin Baldoni processou o New York Times por difamação, invasão de privacidade, fraude e quebra de contrato. Segundo a ação, Baldoni e sua equipe sofreram danos de pelo menos 250 milhões de dólares devido ao artigo do jornal, que teria se baseado em informações distorcidas. Baldoni alegou que o artigo usou “comunicações selecionadas e alteradas” para enganar o público, além de acusá-lo de uma campanha de difamação que, segundo ele, foi orquestrada por Lively.

A ação de Baldoni também envolveu Ryan Reynolds, marido de Lively. Baldoni alega que Reynolds o acusou de “gordofobia” durante uma reunião, após Baldoni perguntar sobre o peso de Lively para uma cena do filme. A queixa também afirma que Reynolds pressionou a agência WME para que ela deixasse de representar Baldoni, o que foi negado pela WME.

O advogado de Lively respondeu à ação de Baldoni, afirmando que ela não altera as queixas iniciais e que a ação de Baldoni é baseada em uma premissa falsa. O New York Times também respondeu, afirmando que a reportagem foi “meticulosamente apurada” e baseada em documentos originais.

Justin Baldoni processa Blake Lively

Em 16 de janeiro de 2025, Baldoni e sua equipe apresentaram uma ação de 400 milhões de dólares contra Lively, Reynolds, Leslie Sloane e Vision PR por extorsão, difamação, invasão de privacidade, quebra de contrato, interferência em relações contratuais e outras acusações. A ação alega que Lively “roubou” o filme de Baldoni e que usou ameaças para relegá-lo ao ostracismo na estreia. A equipe de Lively respondeu, chamando a ação de “mais um capítulo do manual do agressor” que tenta inverter os papéis da vítima e do agressor (DARVO).

Nicepool: uma caricatura de Baldoni?

Um desenvolvimento peculiar foi a inclusão do personagem Nicepool (uma versão de Deadpool) no processo. Segundo uma emenda à queixa original de Baldoni, o personagem interpretado por Reynolds seria uma caricatura de Baldoni, inclusive com referências a coordenadores de intimidade e um penteado semelhante ao que Baldoni usava antes. O personagem também faria comentários inadequados sobre o corpo de uma mulher após o parto, justificando com o argumento de que se identificava como feminista.

Quando os casos irão a julgamento?

A equipe jurídica de Baldoni divulgou um vídeo de bastidores de ‘É Assim que Acaba’, no qual Baldoni e Lively dançam e conversam. A cena foi citada na denúncia de Lively, que alegou que Baldoni a beijou no pescoço de forma inadequada. A equipe de Baldoni usou a mesma cena para acusar Lively de sugerir que Baldoni fizesse uma rinoplastia.

A equipe de Lively rebateu, afirmando que o vídeo confirmava as alegações de Lively e mostrava seu desconforto com o contato físico não desejado. Uma coordenadora de intimidade analisou o vídeo para o The Hollywood Reporter e confirmou o desconforto de Lively.

A divulgação do vídeo levou Lively e Reynolds a solicitarem uma ordem de silêncio contra Baldoni, o que foi respondido por Baldoni com um áudio de sete minutos pedindo desculpas a Lively pela produção de ‘É Assim que Acaba’. Não está claro se ou como isso absolve Baldoni de qualquer acusação. O julgamento está agendado para começar em 9 de março de 2026 e Lively e Reynolds pediram a rejeição da ação de 400 milhões de dólares de Baldoni.

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Romário Nicácio

Administrador de redes, estudante de Ciências e Tecnologia (C&T) e Jornalismo, que também atua como redator de sites desde 2009. Co-fundador do Portal N10 e do N10 Entretenimento, com um amplo conhecimento em diversas áreas. Com uma vasta experiência em redação, já contribuí para diversos sites de temas variados, incluindo o Notícias da TV Brasileira (NTB) e o Blog Psafe. Sua paixão por tecnologia, ciência e jornalismo o levou a buscar conhecimentos nas áreas, com o objetivo de se tornar um profissional cada vez mais completo. Como co-fundador do Portal N10 e do N10 Entretenimento, tenho a oportunidade de explorar ainda mais minhas habilidades e se destacar no mercado, como um profissional dedicado e comprometido com a entrega de conteúdo de qualidade aos seus leitores. Para entrar em contato comigo, envie um e-mail para romario@oportaln10.com.br.

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