O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e o atual prefeito, Paulinho Freire (União), estão em lados opostos de uma polêmica envolvendo a abertura do novo Hospital Municipal, localizado na Avenida Omar O’Grady. Em entrevista à rádio 98 FM, Dias afirmou que a primeira fase do hospital está pronta para receber pacientes e criticou a gestão de Freire pela demora em colocar a unidade em funcionamento.
Segundo Álvaro Dias, a estrutura da primeira etapa do hospital, inaugurada em 30 de dezembro de 2024, conta com capacidade para 100 leitos de enfermaria e 20 de UTI. O ex-prefeito sugeriu que a administração atual poderia transferir os leitos do Hospital-Maternidade Araken Pinto, em Petrópolis, para o novo espaço.
“O prefeito Paulinho Freire deve ter os seus motivos pra não ter colocado em funcionamento ainda. A primeira etapa está concluída. Ele pode pegar e colocar amanhã (para funcionar)”, declarou Álvaro Dias.
Além da questão do hospital, Álvaro Dias também fez outras declarações polêmicas durante a entrevista. Ele acusou o Idema (Instituto de Desenvolvimento Meio Ambiente e Recursos Hídricos), órgão ambiental do Governo do Estado, de ter negado a licença para a engorda da praia de Ponta Negra por determinação da governadora Fátima Bezerra (PT).
Dias alegou que o Idema é um órgão “aparelhado” pelo PT e que a licença foi negada por motivações políticas para impedir que a obra fosse concluída durante sua gestão. “A licença foi negada politicamente, a mando da governadora Fátima Bezerra, para evitar que a obra fosse feita e concluída na nossa gestão”, afirmou o ex-prefeito.
O ex-prefeito também rebateu o relatório de transição que apontou uma dívida de R$ 862,9 milhões deixada por sua gestão para Paulinho Freire. Dias classificou os números como “superfaturados” e acusou a governadora Fátima Bezerra de orquestrar um sistema para “descaracterizar” sua administração. “Essas dívidas estão superfaturadas. Os números não são esses”, garantiu Dias.
Por fim, Álvaro Dias comentou sobre a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pede sua inelegibilidade por oito anos. Ele atribuiu a ação a uma provocação do PT, que, segundo ele, estaria tentando reverter o resultado das urnas “no tapetão”.
O MPE acusa Dias de abuso de poder durante as eleições de 2024 para favorecer as candidaturas de Paulinho Freire e Joanna Guerra à prefeitura e vice-prefeitura, respectivamente, além dos vereadores Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega. “O PT levou uma surra em Natal. Perdeu por 50 mil votos de diferença a eleição e quer agora ganhar no tapetão”, declarou Álvaro Dias.
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