Em meio a um processo de reestruturação global, a Nissan considera a produção nacional do SUV Magnite a partir de 2026. A medida surge após a revisão da aliança da empresa com a Renault, o fechamento de fábricas na Argentina e em outros países, e a reformulação do portfólio de produtos.
O Magnite, atualmente vendido na Índia desde 2020, é um SUV de entrada construído sobre a plataforma CMF-A, a mesma do Renault Kwid. Suas dimensões compactas – 3,99 metros de comprimento, 2,50 m de entre-eixos, 1,76 m de largura e 1,57 m de altura – o tornam um forte candidato para o mercado brasileiro.
Inclusive, outras montadoras também apostam em SUVs compactos, como a Volkswagen que iniciou a produção do SUV Tera, também com foco no mercado latino-americano.
A Nissan confirmou o lançamento de um novo SUV de entrada para o final do ano fiscal de 2025, ou seja, o primeiro trimestre de 2026. Este modelo se posicionaria abaixo da nova geração do Kicks. Informações indicam que o Magnite tem sido usado como referência para o desenvolvimento deste novo SUV.
Em comunicado, a Nissan confirmou que a Renault fabricará um “novo Magnite” na Índia, sugerindo que o SUV passará por uma mudança de geração em breve.
Espera-se que o novo SUV utilize a arquitetura CMF-B do Renault Kardian, com dimensões semelhantes: 2,60 m de entre-eixos, comprimento próximo a 4,10 m, largura acima de 1,75 m e altura próxima a 1,60 m.
Assim como o novo Kicks, o provável Nissan Magnite brasileiro deve ser equipado com o motor 1.0 turbo flex da família HR10, fornecido pela Horse, o mesmo que equipa o Kardian. Produzido em São José dos Pinhais (PR), o propulsor deve ser enviado a Resende (RJ) para ser montado pela Nissan, possivelmente com especificações distintas em relação aos 125 cv de potência e 22,4 kgfm de torque gerados pelo Kardian.
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