Elon Musk, CEO da Tesla, avalia a possibilidade de processar veículos de mídia devido à cobertura dada à explosão de uma picape Cybertruck em frente ao Trump Hotel, em Las Vegas. O incidente, ocorrido na semana passada, gerou diversas manchetes e debates sobre a segurança do veículo elétrico.
A manchete do Business Insider, por exemplo, destacava o incidente como uma explosão da Cybertruck em frente ao hotel, o que levou o comentarista conservador Robby Starbuck a acusar a mídia de tentar sabotar a imagem da Tesla, insinuando que o veículo seria o causador do incêndio. Musk respondeu a esse comentário com a frase “Talvez seja hora de fazer isso”, sugerindo que processos judiciais poderiam ser o próximo passo contra a imprensa.
Após o incidente, Musk utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para transformar a situação em um argumento de venda da Cybertruck. Segundo ele, “os malfeitores escolheram o veículo errado para um ataque terrorista. A Cybertruck conteve a explosão e direcionou o impacto para cima. Nem mesmo as portas de vidro do lobby foram quebradas”. Musk ainda ironizou, dizendo que a picape poderia voltar a rodar.
O xerife Kevin McCahill, da Polícia Metropolitana de Las Vegas, confirmou que a estrutura da Cybertruck ajudou a minimizar os danos internos na área do valet do hotel.
Este não é o primeiro caso em que Musk transforma tragédias envolvendo seus veículos em momentos de marketing. Em novembro, uma Cybertruck foi danificada em um acidente no México, no qual uma jovem foi arremessada do veículo e ficou em estado crítico. Mesmo com o ocorrido, Musk enfatizou a resistência do modelo, afirmando que a “Cybertruck é mais resistente que um saco de pregos”.
Embora seja incomum transformar desastres em propaganda, Musk demonstra sua habilidade em controlar a narrativa, mantendo a Cybertruck em evidência no mercado. Seja pela robustez ou pelas controvérsias, a picape continua no centro das atenções.