Resumo da Notícia
Exibido nesta quarta-feira (7) na Sessão da Tarde, o filme Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm, 2017) aposta em catástrofes climáticas globais, efeitos visuais grandiosos e uma narrativa de ação acelerada. O que muita gente não imagina é que, fora das telas, o longa protagonizado por Gerard Butler passou por um processo de produção turbulento, marcado por adiamentos, refilmagens caras e decisões drásticas do estúdio, que quase comprometeram seu lançamento.
A partir das 15h25, logo após a reprise da novela Terra Nostra, a TV Globo leva ao ar um filme que virou exemplo clássico de como grandes produções podem enfrentar sérios problemas nos bastidores — mesmo com orçamento elevado e elenco de peso.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Sinopse de Tempestade: Planeta em Fúria
Na trama, a Terra sofre com desastres naturais cada vez mais extremos. Para conter furacões, maremotos e eventos climáticos devastadores, as principais potências mundiais desenvolvem um complexo sistema de satélites capaz de controlar o clima.
O projeto funciona até que uma falha grave começa a provocar catástrofes em escala global. O engenheiro Jake Lawson(Gerard Butler) é enviado à estação espacial para investigar possíveis sabotagens e impedir que o planeta entre em colapso total, enquanto uma conspiração política se desenrola na Terra.
Bastidores sob verdadeira tempestade
Pouco divulgado pelo grande público, Tempestade: Planeta em Fúria ficou engavetado por cerca de dois anos após o fim das filmagens principais. O longa foi concluído originalmente em 2014, mas acabou reprovado internamente pela Warner Bros., que considerou o resultado insatisfatório em tom, ritmo e clareza narrativa.
Diante do impasse, o estúdio decidiu promover refilmagens extensas, além de um novo corte de montagem. Para isso, convocou o diretor Danny Cannon, conhecido por seu trabalho na franquia CSI, para reestruturar o filme e torná-lo mais acessível ao grande público.
As alterações elevaram o custo da produção em aproximadamente US$ 15 milhões, somando-se aos mais de US$ 120 milhões já investidos inicialmente. Um dos sinais mais evidentes da reformulação foi a inclusão de uma nova personagem, interpretada por Zazie Beetz, com o objetivo de suavizar a narrativa e criar mais empatia com o público.
Bilheteria abaixo do esperado
Mesmo com todo o esforço para reposicionar o longa, Tempestade: Planeta em Fúria não atingiu o desempenho financeiro desejado. A arrecadação mundial ficou em US$ 221,9 milhões, valor considerado modesto diante do alto investimento em produção, efeitos visuais e marketing.
O resultado reforçou a percepção de que o filme encontrou seu público entre fãs de ação e ficção científica, mas não conseguiu se transformar em um grande sucesso comercial.
Recepção crítica e avaliações do público
A recepção crítica foi amplamente negativa. No Rotten Tomatoes, o filme registra apenas 18% de aprovação, enquanto no Metacritic a média ficou em 21/100, indicando consenso desfavorável entre os críticos especializados.
Entre os espectadores, a resposta também foi fria. No IMDb, a nota média é 5,4/10, e no Letterboxd, apenas 2,1/5, refletindo uma aceitação modesta. No Brasil, o agregador Papo de Cinema, que reúne avaliações de críticos nacionais, atribuiu ao longa nota 2/10.
A Sessão da Tarde vai ao ar de segunda a sexta-feira, logo após a novela Terra Nostra na TV Globo. Nesta quarta-feira, o destaque é Tempestade: Planeta em Fúria, uma opção leve e envolvente para quem busca entretenimento familiar.
