TV Globo estreou o primeiro capítulo do remake da novela das novelas, um clássico absoluto da nossa TV e que provou, mesmo numa nova versão, que continua mais atual do que nunca.
Tirando algumas atualizações necessárias – pois a trama já tem 37 anos – Manoela Dias entregou toda a essência do texto de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassers. A questão da moral e da ética, como visto, mostra que ainda é muito presente em nossa sociedade atual.

Duas músicas que estiveram presentes na trilha sonora, já foram produzidas hoje: “Brasil” de Cazuza – um de nossos poetas – na voz da imbatível Gal Costa, tocou na abertura. Aliás, que abertura, uma homenagem à primeira versão, fechando com um vídeo da Gal – uma de nossas maiores cantoras – emoção sem fim. E o que falar de “Isto Aqui, o que é?” na voz de Caetano? Tema de Raquel, um clássico que ficou imortalizado na versão original. Ainda falta “Faz parte do meu show”, também de Cazuza e que deve embalar as cenas de Solange Duprat e Afonso Roitman.

Tais Araújo, sem dúvidas, foi o grande nome da estreia. Parece que a atriz nasceu para viver Raquel e não deve nada à Regina Duarte, que brilhou em 88. Antônio Pitanga, numa participação curta, deu um show como Salvador, um grande ator que é sempre bem-vindo nas novelas. Júlio Andrade foi outro grande destaque nesse primeiro capítulo, um outro grande ator!

Cauã Reymond e Bella Campos mostraram grande química em cena. Bella ainda deixa a desejar, mostrou uma interpretação sem nuances, longe do show que Glória Pires deu em 1988, mas, se não arrasar, deve, ao menos, não comprometer o resultado final.
A estreia ficou longe dos 28 pontos buscados pela Globo em São Paulo. Deve fechar com 23 ou 24 pontos, mas deve crescer ao longo da exibição. “Vale Tudo” é uma novela com enredo universal, que chama muito a atenção do público brasileiro: uma mulher popular e uma filha bem má. Era de um novelão assim que estávamos precisando.