A novela “A Viagem”, atualmente em exibição no Vale a Pena Ver de Novo, na Globo, entra em uma das fases mais intensas e sobrenaturais da trama. A morte de Alexandre (Guilherme Fontes) desencadeia uma série de eventos assustadores que envolvem fenômenos espirituais, vingança do além e momentos marcantes que continuam impactando o público, mesmo após três décadas da estreia original.
O espírito do personagem, que comete suicídio para escapar da justiça, não encontra paz e retorna com o objetivo de assombrar aqueles que considera responsáveis por sua condenação. A partir daí, a trama mergulha em cenas emblemáticas do espiritismo, com elementos visuais e narrativos que marcaram a teledramaturgia brasileira.
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As aparições mais impactantes de Alexandre em A Viagem
A primeira manifestação: o reencontro com Alberto
Alberto (Cláudio Cavalcanti), médico e estudioso do espiritismo, é um dos primeiros a perceber que Alexandre está de volta. Em uma sequência simbólica, o espírito aparece diante dele e revela sua intenção: “Minha missão é me vingar!”. O momento marca o início da jornada do espírito perturbado, em contraste direto com os princípios do bem ensinados por Alberto. A fala é mantida com exatidão, como apresentada na obra original.
Esse embate entre as forças espirituais do bem e do mal será um dos pilares da trama, e estabelece a presença de Alexandre como algo mais profundo do que uma simples assombração – ele é a representação da dor, revolta e falta de consciência pós-morte.
A cena da árvore: Alexandre espreita Guiomar do alto
Uma das passagens mais simbólicas e sombrias acontece quando Guiomar (Laura Cardoso) compartilha sua conexão espiritual com uma árvore da fazenda. Sem perceber, ela está sendo observada por Alexandre, que surge silenciosamente, sentado em um dos galhos da árvore. A direção da cena constrói uma atmosfera de tensão crescente, marcada pelo silêncio e pela presença opressiva do espírito.
Esse momento é um dos favoritos do público nostálgico e frequentemente citado como uma das imagens mais fortes da novela, por sua carga visual e simbólica. Ele representa o quanto o espírito do vilão permanece preso aos conflitos terrenos, espreitando os vivos sem ser notado.
Vale dos Suicidas: o ápice do sofrimento espiritual
Já na reta final da novela, Alexandre é levado ao Vale dos Suicidas — um local retratado com forte impacto dramático e visual. Lá, ele agoniza entre outros espíritos sofredores e vive sua maior punição espiritual. É nesse ambiente que o personagem, tomado por dores e desespero, implora por ajuda divina, revelando um lado vulnerável até então oculto.
As cenas no Vale dos Suicidas são frequentemente lembradas como algumas das mais ousadas da televisão brasileira ao tratar temas como vida após a morte, obsessão e redenção espiritual com profundidade e responsabilidade.
A força atemporal de A Viagem
A retomada da novela A Viagem em 2025 reacende debates importantes sobre espiritualidade, vida após a morte e responsabilidade moral — temas raramente tratados com tanta sensibilidade e seriedade na TV aberta. O retorno de Alexandre como espírito vingativo é mais do que um elemento de suspense: é uma metáfora poderosa sobre as consequências dos próprios atos.
A obra, escrita por Ivani Ribeiro e exibida originalmente em 1994, segue relevante, especialmente em tempos de reavaliação de crenças, dores emocionais e espiritualidade no Brasil contemporâneo. Por isso, cenas como as de Alexandre continuam ganhando espaço nas redes sociais, em fóruns sobre teledramaturgia e até como referência em discussões sobre mediunidade.
Veja o vídeo especial sobre isso:

