Resumo da Notícia
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão preventiva do rapper Oruam, de 25 anos, após negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. A decisão foi assinada pela desembargadora Márcia Perrini Bodart, que destacou a gravidade das condutas atribuídas ao artista durante uma operação policial realizada em sua residência, no último dia 22 de julho.
Na ocasião, o cantor — identificado oficialmente como Mauro — foi detido após um suposto confronto com agentes de segurança. Ele é investigado por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais militares, além de desacato e ameaças.
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O que diz a acusação contra Oruam
De acordo com o inquérito, durante a ação policial, Oruam teria arremessado pedras contra os agentes, com o objetivo de ajudar um adolescente a fugir do cerco montado pelas autoridades. Os policiais alegam que a conduta colocou suas vidas em risco.
Além disso, a decisão judicial também levou em conta ameaças e ofensas supostamente proferidas pelo artista nas redes sociais, que teriam sido direcionadas aos policiais envolvidos na operação.
Argumentos da defesa
A defesa do rapper nega veementemente a acusação de tentativa de homicídio. Em manifestação oficial, os advogados afirmam que “Mauro não atentou contra a vida de ninguém” e que a conduta atribuída a ele é incompatível com os fatos apurados até o momento.
Apesar dos argumentos, o pedido de habeas corpus foi rejeitado em segunda instância, e a prisão preventiva segue em vigor.
Fundamentação da decisão judicial
Ao justificar a manutenção da prisão, a desembargadora Márcia Perrini Bodart ressaltou que a medida é necessária para a garantia da ordem pública, diante da gravidade das ameaças e do desacato às autoridades policiais.
Segundo ela, a prisão preventiva busca impedir a repetição de comportamentos semelhantes por parte do investigado, considerando ainda o potencial de influência que o artista possui nas redes sociais e entre seus seguidores.
Onde está Oruam?
Desde o início da semana, Oruam encontra-se custodiado no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. Ele divide cela com outros detentos ligados à facção criminosa Comando Vermelho, conforme informações confirmadas por fontes do sistema prisional.
A defesa ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão em instâncias superiores.

