A atriz e cantora Dorinha Duval faleceu aos 96 anos, conforme confirmado por sua filha, a também atriz Carla Daniel. A veterana, que marcou a televisão brasileira, é lembrada por sua interpretação da Cuca na primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo.
Nascida Dorah Teixeira em São Paulo, em 1929, Dorinha Duval iniciou sua carreira como vedete, bailarina e cantora, antes de se destacar nas novelas da TV Globo. Participou de produções como Irmãos Coragem e O Bem-Amado. Em 1977, interpretou a Cuca, personagem que a eternizou no imaginário infantil.
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Apesar do sucesso, Dorinha optou por não retornar para a segunda temporada do Sítio do Picapau Amarelo, seguindo para outros projetos, como o episódio “O Homem que Veio do Brás” na série Plantão de Polícia, que acabou sendo seu último trabalho na televisão.
Em 1980, a vida de Dorinha Duval teve uma reviravolta trágica. Ela matou seu então marido, o publicitário Paulo Sérgio Alcântara, alegando legítima defesa após anos de agressões. Julgada por homicídio, foi condenada a seis anos de prisão, cumprindo nove meses em regime semiaberto. Esse episódio marcou o fim de sua carreira na TV.
Dorinha Duval foi casada com o diretor Daniel Filho, com quem teve sua filha, Carla Daniel.
Relembre Dorinha Duval como a Cuca
Dorinha Duval estreou na Globo em 1969. Integrou o elenco de dois grandes sucessos da emissora nos anos 1970: “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra”, e abandonou a carreira na década de 1980.
Segundo o Memória Globo, Dorinha começou a trabalhar na Globo em 1969, no elenco da novela “Verão Vermelho”, de Dias Gomes. No início dos anos 1970, esteve no elenco de três das novelas de maior sucesso da teledramaturgia brasileira, todas dirigidas por Daniel Filho: “Irmãos Coragem” (1970), de Janete Clair, “Minha Doce Namorada” (1970), de Vicente Sesso, e “Selva de Pedra” (1972), também de Janete Clair.
Ela esteve também na primeira novela colorida da emissora, “O Bem-Amado” (1973), de Dias Gomes. Na trama, fez parte de um trio memorável com Ida Gomes e Dirce Migliaccio, interpretando as irmãs Cajazeiras – Dulcinéia, Dorotéia e Judicéia.
Ainda na década de 1970, fez parte de outras novelas de sucesso na Globo: “O Espigão” (1974), de Dias Gomes, “O Feijão e o Sonho” (1976), de Benedito Ruy Barbosa, “Maria, Maria” (1978), de Manoel Carlos, e “Sinal de Alerta” (1978), de Dias Gomes e Walter George Durst.
Dorinha atuou também em dois episódios do Caso Especial: em 1972, em “Mirandolina”, adaptação de Domingos Oliveira da peça La Locandiera, de Carlo Goldoni, e, dois anos depois, em “Feliz na Ilusão”, de Gilberto Braga.

