Resumo da Notícia
A Sony retirou da PlayStation Store um total de 1.194 jogos associados à produtora alemã ThiGamesDE, em uma das ações mais amplas já registradas contra títulos classificados como shovelware — jogos de baixíssimo esforço criativo, frequentemente usados apenas para obtenção rápida de troféus. A remoção afeta diretamente o catálogo disponível para PS4 e PS5 e ocorre sem qualquer comunicado oficial da empresa até o momento.
Logo no primeiro acesso às páginas dos títulos, o que se vê é uma mensagem de erro. Nenhum jogo da ThiGamesDE permanece disponível para compra, segundo relatos consistentes de usuários que tentaram acessar os links tanto pela loja digital quanto pelo site oficial do estúdio.
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Jogos como Quiz Thiz e The Jumping Burger, conhecidos entre caçadores de Platina por exigirem pouquíssimo esforço, simplesmente desapareceram da loja.
Quem era a ThiGamesDE e por que seus jogos chamavam atenção
Apesar de pouco conhecida do grande público, a ThiGamesDE ocupava uma posição relevante em volume. Era o quarto estúdio com mais jogos publicados na PlayStation Store, ficando atrás apenas da eastasiasoft, Ratalaika Games e Webnetic Players.
Seu modelo de negócio era claro: publicar centenas de variações mínimas de um mesmo conceito, muitas vezes com mudanças apenas visuais, como The Jumping Pizza, The Jumping Taco e outros derivados.
Esses títulos compartilhavam uma característica central: troféus extremamente fáceis, que podiam ser obtidos em minutos e ainda empilhados entre versões de PS4, PS5 e diferentes regiões. Em alguns casos, um único jogo rendia seis ou mais Platinas, algo que sempre gerou debate dentro da própria comunidade PlayStation.
Até agora, Sony não se pronunciou sobre a remoção em massa. Tampouco a ThiGamesDE divulgou qualquer explicação pública. Ainda assim, cresce a percepção de que a medida não é isolada. Há uma leitura de mercado de que o movimento pode fazer parte de uma ação coordenada entre Sony, Nintendo e Microsoft para aumentar o controle de qualidade, segurança e transparência em suas lojas digitais a partir de 2026.
Esse contexto ganha força quando se observa que os troféus dos jogos removidos continuam ativos nos servidores da PlayStation, mesmo com os títulos fora de venda. Ou seja, a punição recaiu exclusivamente sobre a comercialização, não sobre conquistas já obtidas.
Não é a primeira vez que isso acontece
A decisão também não inaugura esse tipo de ação. Em fevereiro de 2025, a PlayStation Store já havia passado por uma limpeza semelhante, quando diversos jogos da produtora RandomSpin Games foram removidos. Na ocasião, o discurso informal nos bastidores apontava para a necessidade de reduzir a poluição visual da loja e melhorar a experiência de descoberta de jogos legítimos.
O início do fim dos shovelware?
A pergunta que surge naturalmente é se esta ação representa um ponto de virada real. A PlayStation Store ainda abriga centenas de títulos de qualidade questionável, mas a retirada de mais de mil jogos de uma única produtora é, no mínimo, simbólica. Outras plataformas enfrentam críticas semelhantes. A Nintendo, por exemplo, recebe reclamações recorrentes sobre a organização da eShop, frequentemente tomada por experiências do mesmo tipo.
Por enquanto, o cenário é de expectativa. Mais informações devem ser apresentadas pela própria Sony em anúncios futuros, que podem consolidar uma política mais rigorosa contra esse tipo de conteúdo. Se confirmada, a medida tende a impactar diretamente um modelo de negócio que prosperou por anos explorando brechas no sistema de troféus e na curadoria digital.
