Resumo da Notícia
O Xbox Game Pass inicia 2026 com um catálogo mais contido, mas ainda assim relevante, refletindo um começo de ano tradicionalmente mais calmo para a indústria de games. A menor quantidade de lançamentos inéditos não significa falta de interesse. Pelo contrário: janeiro funciona como um mês de consolidação, trazendo títulos de peso para públicos distintos e ampliando o acesso a jogos que antes estavam restritos a camadas superiores do serviço.
Parte dessa movimentação envolve jogos que já estavam disponíveis no Game Pass Ultimate e agora passam a integrar também o Game Pass Premium, ampliando o alcance entre assinantes. É o caso de Rematch e Atomfall, dois dos nomes mais comentados do mês. O destaque absoluto entre as novidades inéditas fica por conta de MIO: Memories in Orbit, jogo de ação e exploração com lançamento previsto para 20 de janeiro.
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A seguir, o Portal N10 apresenta o ranking completo dos jogos que entram no Xbox Game Pass em janeiro de 2026.
10º – My Little Pony: A Zephyr Heights Mystery
Pensado claramente para o público infantil, My Little Pony: A Zephyr Heights Mystery é um jogo de plataforma com cooperativo local e minijogos inspirados diretamente na série animada. Funciona bem dentro da proposta, mas não tenta ir além. A estrutura lembra outros títulos da Outright Games: competente, acessível e sem grandes ambições mecânicas.
Para jogadores mais experientes, falta profundidade, desafio e variação. Ainda assim, cumpre seu papel dentro do catálogo do Xbox Game Pass, especialmente para famílias com crianças que buscam experiências seguras e coloridas.
9º – Brews and Bastards
Com temática centrada em bebida e violência, Brews and Bastards tenta se destacar como um twin-stick shooter estilizado, mas acaba ficando aquém dos concorrentes. A jogabilidade carece de impacto, o design artístico é pouco marcante e a ausência de um modo roguelike — algo que o próprio jogo sugere — pesa contra.
O resultado é uma experiência funcional, porém esquecível, que dificilmente se sustenta diante de opções mais refinadas do próprio catálogo.
8º – Warhammer 40,000: Space Marine – Master Crafted Edition
Aqui temos um clássico de 2011 com uma nova camada visual. Space Marine – Master Crafted Edition mantém o combate pesado e satisfatório, com o Capitão Titus abrindo caminho entre hordas de Orks usando armas brutais e uma icônica espada motosserra.
A crítica principal não está no jogo em si, que ainda diverte, mas na real necessidade do remaster. Dentro do Game Pass, no entanto, essa discussão perde força: sem custo adicional, o título se torna uma boa oportunidade para revisitar um shooter linear, direto e sem excessos modernos.
7º – Final Fantasy
O jogo que deu origem a uma das franquias mais importantes da história dos videogames chega ao Game Pass em uma versão modernizada. Final Fantasy é simples, especialmente para padrões atuais, mas carrega um valor histórico inegável.
A inclusão de multiplicador de experiência e a opção de desativar encontros aleatórios tornam a jornada menos cansativa e mais palatável para novos jogadores. Não é profundo como seus sucessores, mas segue sendo essencial para entender a evolução do gênero RPG.
6º – Little Nightmares Enhanced Edition
Little Nightmares marcou o gênero de plataforma cinematográfica com sua atmosfera opressiva e narrativa ambiental inquietante. Mesmo após duas sequências mais refinadas, o jogo original continua impactante, especialmente nesta edição aprimorada, com melhorias visuais e de desempenho.
Apesar de alguns momentos excessivamente baseados em tentativa e erro, a ambientação perturbadora segue sendo o grande trunfo, mantendo o título relevante dentro do catálogo.
5º – Atomfall
À primeira vista, Atomfall remete a um RPG pós-apocalíptico tradicional. Mas a proposta vai além. O jogo aposta em exploração orgânica, sem marcadores excessivos no mapa, incentivando o jogador a interpretar pistas, ouvir diálogos e tomar decisões de sobrevivência.
A gestão de inventário e recursos cria tensão constante. Embora o combate e o stealth não sejam os pontos mais fortes, explorar esse mundo fragmentado é envolvente e recompensador, justificando sua posição entre os destaques do mês.
4º – Star Wars Outlaws
Star Wars Outlaws segue a cartilha clássica da Ubisoft: mundo aberto, missões previsíveis e narrativa segura demais. Ainda assim, o jogo se destaca ao finalmente abraçar a fantasia do contrabandista, algo pouco explorado nos games da franquia.
Explorar cantinas, lidar com sindicatos criminosos e infiltrar-se em bases rivais dá personalidade à experiência. Após meses de ajustes, o jogo alcança um equilíbrio sólido entre ação e ambientação, mesmo sem ousar narrativamente.
3º – Lost in Random: The Eternal Die
Diferente do título original, The Eternal Die aposta em uma estrutura inspirada em Hades, com combate corpo a corpo rápido e sistemas de modificadores. A identidade visual excêntrica permanece, assim como o uso criativo de dados como elemento mecânico.
Não chega a revolucionar o gênero, mas entrega uma experiência consistente, estilosa e divertida, mostrando que a franquia pode se reinventar sem perder sua essência.
2º – Rematch
Rematch surpreendeu ao unir futebol e precisão mecânica típica de jogos de ação. Desenvolvido pela Sloclap, o jogo exige habilidade real do jogador, desde passes bem executados até finalizações calculadas.
A curva de aprendizado é recompensadora, e cada melhoria no controle se traduz diretamente em desempenho em campo. É um dos esportivos mais interessantes dos últimos anos e um forte candidato a clássico cult do gênero.
1º – Resident Evil Village
No topo do ranking está Resident Evil Village, um dos capítulos mais completos da franquia. O jogo combina terror psicológico, ação intensa e narrativa envolvente, distribuindo essas vertentes em áreas distintas que mantêm o ritmo sempre renovado.
Com visual impressionante, vilões memoráveis e uma história surpreendentemente bem construída, Village se firma como um dos melhores survival horror da década. Para quem ainda não jogou, a chegada ao Game Pass é uma oportunidade imperdível.









