Resumo da Notícia
O Código Violeta já está disponível para o PlayStation 5, mas sua chegada está longe de representar o impacto que se espera do primeiro exclusivo da plataforma no ano. O jogo, vendido por R$ 284,90 na PlayStation Store, desembarcou cercado por avaliações mornas, críticas técnicas contundentes e questionamentos sobre decisões criativas e de design que comprometem a experiência como um todo.
Desde o anúncio, Código Violeta foi apresentado como um sucessor espiritual de Dino Crisis, apostando no terror com dinossauros, corredores claustrofóbicos e tensão constante. No papel, a proposta parecia sólida. Na prática, segundo a crítica especializada, o resultado ficou aquém.
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Produzido pela TeamKill Media, estúdio sediado em Wyoming, o jogo tinha lançamento inicialmente previsto para 14 de novembro, mas acabou adiado para 12 de dezembro para não coincidir com Call of Duty: Black Ops 7. Pouco depois, um novo adiamento empurrou o título para janeiro deste ano, com a justificativa oficial de que ainda havia questões técnicas de última hora a serem resolvidas. Leia a cobertura completa de VALORANT.
O problema é que, mesmo após esse tempo extra, essas falhas continuam visíveis no produto final, segundo as análises iniciais.
Recepção crítica fraca e números preocupantes
No OpenCritic, Código Violeta estreou com nota média de 44/100, recebendo o selo “Fraco”. Esse desempenho coloca o jogo entre os 3% piores avaliados de toda a base do agregador, um dado que, por si só, já indica a gravidade da recepção.
As críticas apontam uma lista extensa de problemas: inteligência artificial inconsistente, falhas frequentes de animação, combate sem impacto, câmera mal posicionada e uma narrativa descrita como caótica e sem foco. Em um gênero que depende diretamente de ritmo, tensão e precisão técnica, esses deslizes comprometem a experiência central.
Um dos pontos mais atacados é a IA dos inimigos. Dinossauros que ficam parados, se acumulam sem lógica, correm para cantos do cenário ou simplesmente travam durante a perseguição são descritos como recorrentes. Isso quebra completamente a sensação de ameaça, elemento essencial para qualquer jogo de terror.
O sistema de tiro também foi alvo de críticas severas. Avaliadores descrevem a jogabilidade como “sem peso”, com armas que não transmitem impacto e tornam os confrontos corpo a corpo estranhos e pouco satisfatórios. Soma-se a isso uma câmera mal ajustada para ambientes estreitos, algo especialmente problemático em um jogo que se passa majoritariamente em corredores fechados.
Narrativa confusa e decisões criativas questionáveis
No campo narrativo, a recepção também foi negativa. Críticos apontam falta de coesão e tom inconsistente, com escolhas que destoam da proposta de horror. O site Push Square destacou um exemplo emblemático: a protagonista inicia o jogo apenas de roupa íntima e embarca em uma longa e absurda jornada para recuperar suas roupas, algo descrito como totalmente sem sentido dentro do contexto da história.
A crítica ganha ainda mais peso diante de uma declaração recente da própria TeamKill Media, que afirmou que Código Violeta não será lançado para PC por receio de que a plataforma gere modificações consideradas “vulgares”. Para parte da imprensa especializada, essa postura entra em choque direto com a própria apresentação do jogo.
Vendas iniciais podem ser altas, apesar da recepção
Curiosamente, a recepção do público é ligeiramente menos negativa. Na PlayStation Store, o jogo mantém média de 2,96 estrelas, com cerca de 1.900 avaliações de usuários. Esse volume sugere que Código Violeta pode já ter ultrapassado a marca de 100 mil cópias vendidas, algo relevante para um estúdio independente, ainda que distante do que se espera de um exclusivo de peso.
Há elogios pontuais ao visual de alguns cenários e à construção de lore em momentos específicos, mas eles não parecem suficientes para equilibrar os problemas estruturais.
Mesmo com esse início decepcionante, o calendário do PlayStation 5 segue movimentado. O próximo exclusivo de destaque é Saros, um roguelite de ação com temática de ficção científica, com lançamento marcado para 30 de abril. A expectativa é que ele ajude a virar a página após um começo de ano marcado por frustração.
Código Violeta, por enquanto, entra para a lista de jogos que prometeram mais do que entregaram, servindo como alerta sobre a importância de polimento técnico, coerência criativa e decisões editoriais alinhadas com o próprio discurso do estúdio.

