Resumo da Notícia
Um jogo de produção interna da Sony, lançado para o PlayStation 5, voltou ao centro das atenções neste mês não por um relançamento ou atualização, mas por ter sido incluído gratuitamente em todos os planos do PlayStation Plus. Ainda assim, a recepção entre os assinantes está longe de ser unânime e expõe uma divisão clara de opiniões dentro da própria comunidade.
Atualmente, o PlayStation Plus é dividido em três modalidades — Essential, Extra e Premium — cada uma com bibliotecas distintas. Todos os meses, porém, a Sony libera alguns títulos que ficam disponíveis para todos os assinantes, independentemente do plano. Em dezembro, a seleção foi recebida com frieza por parte do público, e um dos jogos oferecidos acabou chamando atenção justamente pela controvérsia.
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O principal destaque do mês é LEGO Horizon Adventures, lançado em 14 de novembro do ano passado pela Guerrilla Games, em parceria com o Studio Gobo. Apesar de ser um jogo de estúdio interno da Sony, o título não é exclusivo de consoles PlayStation, já que também foi lançado para o Nintendo Switch. Com pouco mais de um ano de mercado, o jogo rapidamente caiu no esquecimento, reflexo de uma recepção apenas mediana: nota 71 no Metacritic e pouco engajamento no lançamento.
Ainda assim, a chegada ao PlayStation Plus reacendeu o debate.
“9/10, mas não para todo mundo”
Um dos posts mais populares da semana no Reddit dedicado ao PlayStation Plus chamou atenção ao ir completamente contra o consenso. A publicação, que acumulou quase 700 votos positivos — um número expressivo para a comunidade — elogia fortemente o jogo e o classifica com nota 9/10.
“Como fã da série Horizon, eu realmente adoro LEGO Horizon Adventures no PS Plus. Os gráficos são os melhores que já vi em qualquer jogo LEGO que joguei. A história e os diálogos são muito engraçados. Eu ri alto muitas vezes. 9/10.”
O volume de votos positivos sugeriria um apoio amplo, mas os comentários contam outra história. A maioria das respostas discorda frontalmente da avaliação entusiasmada.
“A jogabilidade é incrivelmente repetitiva”, diz um dos comentários mais curtidos. Outro reforça a crítica: “Em termos de jogabilidade, até que é bom, mas os diálogos são constrangedores pra c*.”
Há também quem vá além e faça comparações pouco favoráveis dentro da própria franquia LEGO: “Pessoalmente, acho que é o pior jogo LEGO até hoje. Linear, preso a trilhos e basicamente uma versão infantilizada de Horizon Forbidden West. Não tem o charme nem a destruição dos jogos LEGO da Traveler’s Tales.”
As divergências deixam claro o motivo da nota apenas razoável no Metacritic. Há fãs que se divertiram genuinamente, especialmente pela estética e pelo humor, mas há também um número expressivo de jogadores frustrados com a repetição da jogabilidade, o tom dos diálogos e a falta de identidade em relação a outros jogos LEGO.
Ainda assim, existe um consenso prático: poucos pagariam os R$ 180 cobrados originalmente pelo título. Para os assinantes do PlayStation Plus, porém, essa barreira não existe. Até o dia 5 de janeiro, o jogo pode ser resgatado gratuitamente em qualquer plano do serviço, permitindo que cada jogador tire suas próprias conclusões sobre um dos lançamentos mais divisivos recentes da Sony.
