A vida em modo jogo: como o universo gamer se expandiu

O mundo deu o "play" em uma nova era. E o melhor de tudo? Nesse jogo, todo mundo tem a chance de ganhar.
Universo gamer se expandiu
Crédito: Pexels

Resumo da Notícia

O tempo em que o mundo dos video-games consistia apenas nos jogos lançados para consoles ou para PC acabou. O universo gamer cresceu, amadureceu e, mais do que entretenimento, virou uma ferramenta que pode ser usada para ligar as pessoas, aprimorar o aprendizado e até criar novas profissões.

Vejamos a seguir como o universo gamer se expandiu para além do que estamos acostumados.

Os jogos cresceram em escopo, tipo e função

No passado, muitos gamers sonhavam com a possibilidade de entrar em realidades digitais para curtir seus jogos com a experiência mais imersiva possível. Ainda estamos longe desse cenário, mas a Realidade Virtual já evoluiu a ponto de criar seu próprio nicho nesse universo.

Longe de ficar limitada a ser um “acessório” para consoles, a Realidade Virtual se tornou seu próprio mundo e espaço no universo gamer. E estamos falando de um espaço físico mesmo: hoje, são muitos os “prédios” e “centros” de Realidade Virtual, criados apenas para oferecer experiências imersivas aos jogadores. Inclusive, grandes parques estão investindo em áreas imersivas com essa tecnologia, seguindo a tendência.

Se o VR ainda é uma tecnologia buscando seu lugar, existem outros nichos que já estão muito bem estabelecidos dentro do universo gamer. Um deles é o de iGaming, composto por slots e jogos digitais em uma plataforma de cassino online. Games como o Aviator, desenvolvido pela Spribe, responsável por popularizar toda uma nova categoria de jogos, os jogos Crash, em que o objetivo é gerenciar o risco e a recompensa e retirar a aposta antes do fim da rodada.

Essa mecânica se popularizou tanto que acabou influenciando uma das novas tendências dos consoles, os jogos do tipo “jogos de extração”, em que os jogadores entram em um mapa e precisam remover o máximo de prêmios sem serem derrotados por outros usuários ou bots.

Hoje, estúdios inteiros de criação se dedicam exclusivamente a desenvolver jogos para o setor de iGaming, com faturamento de mais de R$ 36 bilhões só no Brasil, criando toda uma oferta de vagas para game devs que não existia antes.

E por falar em opções de trabalho com games…

A tendência da gamificação em tudo: trabalho, negócios, apps

A “gamificação” parece um conceito da moda, mas na verdade é apenas a formalização de algo que nós, humanos, fazemos há muito tempo: transformar uma atividade em jogo.

A lógica é simples: a estrutura de um game é naturalmente focada em engajar. Se conseguirmos transformar atividades “chatas” em jogos, então será mais fácil realizá-las.

É por isso que muitas grandes empresas já investem na contratação de profissionais com treinamento em game design para transformar tarefas burocráticas em atividades gamificadas, com barras de progresso, medalhas e rankings.

Para quem é da área, o futuro parece promissor

Toda essa movimentação nos mostra uma coisa: a lógica dos games é poderosa porque fala diretamente com a nossa motivação. Para quem trabalha na área, o horizonte nunca foi tão vasto. 

Dominar a lógica do game design hoje é um passaporte para atuar em nichos que vão muito além dos estúdios de criação de jogos. Hospitais, escolas e grandes corporações estão à procura de mentes que saibam transformar processos em experiências memoráveis.

O mundo deu o “play” em uma nova era. E o melhor de tudo? Nesse jogo, todo mundo tem a chance de ganhar.

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