RN tem renda per capita de R$ 1.779 e fica abaixo da média nacional em 2025

A desigualdade de renda segue elevada no país: os 10% mais ricos ganham 13,8 vezes mais que os 40% mais pobres e concentram mais de 40% da massa total de rendimentos domiciliares.
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Foto: Brunno Martins / Natal Shopping / Divulgação

A renda média mensal domiciliar per capita no Brasil chegou a R$ 2.264 em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, segundo dados do IBGE. O crescimento foi de 6,9% em relação a 2024, indicando avanço no rendimento das famílias brasileiras, embora com forte desigualdade entre os estados.

Na comparação nacional, o Distrito Federal mantém ampla liderança com R$ 4.401, enquanto o Maranhão aparece na última posição, com R$ 1.231.

O Rio Grande do Norte aparece em posição intermediária-baixa no ranking nacional, com renda per capita de R$ 1.779, ficando abaixo da média do Brasil, que é de R$ 2.264.

O estado potiguar ocupa a 16ª posição entre as menores rendas do país, à frente apenas de estados do Nordeste e Norte com índices ainda mais baixos, como Sergipe, Amapá, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Bahia, Amazonas, Pará, Alagoas, Ceará, Acre e Maranhão.

Esse resultado reforça a desigualdade regional, com o RN distante dos estados mais ricos do Sul e Sudeste.

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Ranking completo da renda per capita por UF (2025)

  • Distrito Federal — 4.401
  • São Paulo — 2.862
  • Rio Grande do Sul — 2.772
  • Santa Catarina — 2.752
  • Rio de Janeiro — 2.732
  • Paraná — 2.687
  • Goiás — 2.378
  • Mato Grosso do Sul — 2.369
  • Mato Grosso — 2.297
  • Minas Gerais — 2.289
  • Brasil — 2.264
  • Espírito Santo — 2.209
  • Tocantins — 1.979
  • Rondônia — 1.970
  • Roraima — 1.870
  • Rio Grande do Norte — 1.779
  • Sergipe — 1.688
  • Amapá — 1.675
  • Pernambuco — 1.568
  • Paraíba — 1.542
  • Piauí — 1.534
  • Bahia — 1.452
  • Amazonas — 1.450
  • Pará — 1.435
  • Alagoas — 1.401
  • Ceará — 1.379
  • Acre — 1.372
  • Maranhão — 1.231

Desigualdade regional segue marcante no país

Os dados da PNAD Contínua mostram que a renda média cresceu em todas as regiões do Brasil em 2025. O destaque ficou com o Centro-Oeste, que avançou 11,3%, enquanto o Sul registrou a menor variação, de 4,9%.

Outro ponto relevante é a concentração de renda. Os 10% mais ricos recebem, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres. Além disso, esse grupo concentra 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares do país, superando a participação dos 70% da população de menor renda.

O que os números revelam sobre o RN

No caso potiguar, o dado de R$ 1.779 evidencia que o estado segue abaixo da média nacional e distante dos polos de maior renda do país. O Rio Grande do Norte aparece mais próximo de estados do Nordeste que ocupam as últimas posições do ranking, como Paraíba, Piauí, Bahia e Ceará.

Esse cenário reforça a permanência de um padrão regional: o Norte e Nordeste concentram os menores rendimentos per capita do Brasil, enquanto o Sul, Sudeste e Centro-Oeste lideram os índices.

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