A renda média mensal domiciliar per capita no Brasil chegou a R$ 2.264 em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, segundo dados do IBGE. O crescimento foi de 6,9% em relação a 2024, indicando avanço no rendimento das famílias brasileiras, embora com forte desigualdade entre os estados.
Na comparação nacional, o Distrito Federal mantém ampla liderança com R$ 4.401, enquanto o Maranhão aparece na última posição, com R$ 1.231.
O Rio Grande do Norte aparece em posição intermediária-baixa no ranking nacional, com renda per capita de R$ 1.779, ficando abaixo da média do Brasil, que é de R$ 2.264.
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O estado potiguar ocupa a 16ª posição entre as menores rendas do país, à frente apenas de estados do Nordeste e Norte com índices ainda mais baixos, como Sergipe, Amapá, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Bahia, Amazonas, Pará, Alagoas, Ceará, Acre e Maranhão.
Esse resultado reforça a desigualdade regional, com o RN distante dos estados mais ricos do Sul e Sudeste.
Ranking completo da renda per capita por UF (2025)
- Distrito Federal — 4.401
- São Paulo — 2.862
- Rio Grande do Sul — 2.772
- Santa Catarina — 2.752
- Rio de Janeiro — 2.732
- Paraná — 2.687
- Goiás — 2.378
- Mato Grosso do Sul — 2.369
- Mato Grosso — 2.297
- Minas Gerais — 2.289
- Brasil — 2.264
- Espírito Santo — 2.209
- Tocantins — 1.979
- Rondônia — 1.970
- Roraima — 1.870
- Rio Grande do Norte — 1.779
- Sergipe — 1.688
- Amapá — 1.675
- Pernambuco — 1.568
- Paraíba — 1.542
- Piauí — 1.534
- Bahia — 1.452
- Amazonas — 1.450
- Pará — 1.435
- Alagoas — 1.401
- Ceará — 1.379
- Acre — 1.372
- Maranhão — 1.231
Desigualdade regional segue marcante no país
Os dados da PNAD Contínua mostram que a renda média cresceu em todas as regiões do Brasil em 2025. O destaque ficou com o Centro-Oeste, que avançou 11,3%, enquanto o Sul registrou a menor variação, de 4,9%.
Outro ponto relevante é a concentração de renda. Os 10% mais ricos recebem, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres. Além disso, esse grupo concentra 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares do país, superando a participação dos 70% da população de menor renda.
O que os números revelam sobre o RN
No caso potiguar, o dado de R$ 1.779 evidencia que o estado segue abaixo da média nacional e distante dos polos de maior renda do país. O Rio Grande do Norte aparece mais próximo de estados do Nordeste que ocupam as últimas posições do ranking, como Paraíba, Piauí, Bahia e Ceará.
Esse cenário reforça a permanência de um padrão regional: o Norte e Nordeste concentram os menores rendimentos per capita do Brasil, enquanto o Sul, Sudeste e Centro-Oeste lideram os índices.
