Resumo da Notícia
O PT ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, mas a discussão já tem nomes concretos sobre a mesa. Entre as possibilidades avaliadas estão a advogada Luciana Soares, indicada pelo PV; a ex-deputada Larissa Rosado (PSB); e Milena Galvão, irmã do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB).
Os nomes foram citados nesta sexta-feira (8) pela vereadora de Natal, presidente estadual do PT e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), durante entrevista. A dirigente afirmou que a escolha segue aberta e será construída dentro de uma articulação que envolve a federação formada por PT, PV e PCdoB, além de partidos aliados como PSB e PDT.
A indefinição, nesse caso, não é apenas ausência de decisão. Na prática, a vaga de vice virou uma das principais peças de negociação do campo governista para ampliar o alcance político de Cadu antes da disputa de 2026.
Segundo Samanda Alves, o grupo não pretende antecipar a escolha. A presidente estadual do PT afirmou que o objetivo é avaliar qual nome pode ampliar melhor a chapa governista, considerando partidos, regiões estratégicas e alianças ainda em construção.
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“Uma das demandas que o PV colocou foi o nome de Luciana. Tem o nome também que está colocado da ex-deputada Larissa Rosado e tem outros nomes que podem surgir. O da irmã de Ezequiel, Milena Galvão, a ex-vice-prefeita, pode ser o nome. O PSDB pode, sim, trazer o nome para a nossa mesa de diálogo”, afirmou Samanda.
A fala mostra que o PT mantém a vaga aberta como instrumento político. Enquanto adversários já avançaram na montagem de suas chapas, o grupo governista trabalha com a possibilidade de usar a vice para atrair apoios, acomodar aliados e reforçar pontos frágeis da pré-candidatura.
Luciana Soares representa movimentação do PV
A citação a Luciana Soares reforça a tentativa do PV de ocupar espaço na composição majoritária. O partido integra a federação com PT e PCdoB e busca emplacar um nome que represente também uma articulação regional.
Luciana tem relação política com o Vale do Açu e já apareceu em agendas ao lado de Cadu. Essa presença vinha alimentando especulações sobre a possibilidade de seu nome ser escolhido para a vaga de vice.
Dentro da federação, uma indicação do PV poderia funcionar como gesto de equilíbrio interno entre os partidos que sustentam a pré-candidatura de Cadu.
Larissa Rosado levaria peso político do Oeste à chapa
Outra possibilidade citada é Larissa Rosado, ex-deputada estadual e presidente estadual do PSB. O nome dela representa uma alternativa com presença política consolidada em Mossoró e no Oeste potiguar.
Larissa já havia admitido publicamente a possibilidade de compor a chapa governista. Caso avance, sua escolha fortaleceria a presença do PSB na aliança e poderia ajudar Cadu em uma região estratégica.
O Oeste tende a ter peso relevante na disputa estadual, especialmente por causa da influência política do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), apontado como um dos principais adversários do campo governista.
Milena Galvão aparece ligada ao diálogo com Ezequiel
O nome de Milena Galvão surge em outro campo de negociação. A possibilidade está diretamente relacionada ao diálogo entre o PT e o grupo do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Samanda destacou que Ezequiel tem sido parceiro institucional do governo Fátima Bezerra (PT) e afirmou que conversas políticas seguem em andamento. Ao mesmo tempo, ressaltou que qualquer definição dependerá do próprio deputado.
“O deputado Ezequiel tem sido um grande parceiro do governo, coerente no diálogo institucional. Muitas coisas foram aprovadas nesses sete anos de Assembleia que têm mudado a cara do RN, que a governadora contou com o apoio do presidente da Casa”, disse.
A entrada de Milena na lista de possibilidades indica que o PT ainda não fechou a porta para uma composição mais ampla, capaz de envolver setores que hoje dialogam institucionalmente com o governo estadual, mas ainda não estão formalmente definidos no palanque de 2026.
Vice virou peça estratégica para Cadu
Ao ser questionada sobre prazo para definição, Samanda afirmou que Cadu não quer antecipar a escolha. Segundo ela, o pré-candidato defende uma construção mais cuidadosa, com capacidade de incorporar novos apoios e evitar decisão precipitada.
Essa é hoje uma das principais estratégias do PT para tentar ampliar a competitividade de Cadu. A vaga de vice pode servir para atrair partidos, lideranças regionais e grupos políticos que ainda não escolheram lado de forma definitiva.
Na entrevista, Samanda também aproveitou para alfinetar adversários que já anunciaram suas composições. Sem citar nomes diretamente, disse que há grupos que escolheram vice “logo na largada” e agora demonstraram arrependimento.
“Tem gente que escolheu o vice logo na largada e está arrependido, parece que tem gente que está arrependida”, declarou.
Questionada se a fala era uma referência à chapa de Allyson Bezerra, Samanda não confirmou diretamente, mas manteve a ironia.
Fátima participa da construção das pré-candidaturas
A montagem da chapa de Cadu ocorre em meio à reorganização do campo governista após a decisão da governadora Fátima Bezerra de permanecer no cargo e não disputar o Senado.
Com essa mudança, Samanda Alves foi alçada à condição de pré-candidata ao Senado pelo PT, enquanto Cadu passou a liderar o projeto petista para o Governo do Rio Grande do Norte.
Segundo Samanda, Fátima tem participado diretamente da construção política das pré-candidaturas, conversando com lideranças, prefeitos e correligionários.
“A governadora tem participado do processo, tem conversado com correligionários, tem exercido um papel fundamental na minha pré-campanha, tem exercido sim, na minha pré-campanha e na de Cadu”, disse.
Samanda minimiza perdas e aposta em segundo turno
Durante a entrevista, Samanda também minimizou perdas recentes de apoio, como a decisão do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, de se alinhar ao projeto de Allyson Bezerra.
Para a presidente estadual do PT, esse tipo de movimentação ainda não é definitivo. Ela afirmou que Cadu chegará ao segundo turno e que aliados hoje distantes poderão voltar ao palanque governista.
“O prefeito fez as suas escolhas, isso não passa de uma coisa de momento. Logo, logo estará no palanque de Cadu”, afirmou.
A declaração reforça o discurso de que o PT ainda trabalha com uma eleição em movimento, na qual composições locais, alianças regionais e a escolha da vice podem alterar o desenho da disputa até a consolidação das chapas.
