Caso Pollyana Nataluska termina com condenação de irmã, cunhado e mais quatro réus

O MPRN sustentou que o crime foi motivado por uma disputa de herança que tramitava havia cerca de oito anos, envolvendo atritos gerados por uma ação de anulação de inventário no Poder Judiciário.
Júri condena seis réus pelo assassinato de Pollyana Nataluska em Natal
Júri condena seis réus pelo assassinato de Pollyana Nataluska em Natal

Resumo da Notícia

  • Seis réus foram condenados pelo assassinato de Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, ocorrido em maio de 2021, em Natal.
  • O julgamento, que durou três dias, acolheu a tese do Ministério Público de que o crime foi motivado por uma disputa familiar por herança.
  • A irmã da vítima, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, e o cunhado, Luciano Cabral de Souza, foram apontados como mandantes do homicídio.
  • Os executores diretos foram identificados como João Paulo Rocha e Alcivan Bernardo da Silva, que agiram em uma motocicleta.
  • Um policial militar, Josivan Pereira da Silva, foi apontado como articulador do crime e teve a perda da função pública determinada.
  • As penas variam de 14 anos e 3 meses a 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado.
  • Um julgamento anterior foi suspenso em outubro de 2025 devido a problemas de saúde de um jurado, levando à dissolução do Conselho de Sentença.

O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quarta-feira (29), seis réus pelo assassinato de Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, executada a tiros em maio de 2021 dentro de uma loja de material de construção, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.

O julgamento durou três dias, foi conduzido pela 2ª Vara Criminal de Natal, no Plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, e acolheu a tese do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) de que houve uma articulação para matar a vítima em meio a uma disputa familiar por herança.

Os jurados consideraram culpados Luciano Cabral De Souza, Paloma Nataluska Costa De Medeiros, Alcivan Bernardo Da Silva, João Paulo Rocha, Josivan Pereira Da Silva e Orklisthye Mayklie Moronel Matias De Oliveira.

De acordo com a acusação da 3ª Promotoria de Justiça de Natal, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima, e Luciano Cabral de Souza, cunhado de Pollyana, foram apontados como autores intelectuais e mandantes do homicídio. O MPRN sustentou que o crime foi motivado por atritos ligados a uma ação de anulação de inventário, em uma disputa de herança que tramitava no Poder Judiciário havia cerca de oito anos.

Luciano, Paloma, Alcivan, João Paulo e Josivan foram condenados por homicídio duplamente qualificado. Já Orklisthye Mayklie Moronel Matias De Oliveira foi condenado por homicídio qualificado.

Como o crime foi executado, segundo o MPRN

Pollyana Nataluska tinha 22 anos quando foi morta, no dia 18 de maio de 2021. A execução ocorreu dentro do estabelecimento comercial onde ela estava, na Zona Norte de Natal.

Cobertura relacionadaPaulinho oficializa Dia da Esposa do Pastor Evangélico no calendário de Natal

O MPRN demonstrou que João Paulo Rocha e Alcivan Bernardo da Silva foram os executores diretos. A identificação deles ocorreu por meio de câmeras de segurança e relatórios técnicos de análise veicular. Conforme a acusação, os dois chegaram ao local em uma motocicleta; João Paulo efetuou o disparo de arma de fogo contra a nuca de Pollyana, enquanto Alcivan pilotou o veículo e garantiu a fuga após a execução.

O denunciado Orklisthye Mayklie Moronel Matias De Oliveira foi apontado como responsável por fornecer a motocicleta usada no crime e por participar do planejamento. Embora condenado por homicídio qualificado, o Conselho de Sentença reconheceu, no caso dele, participação de menor importância.

Policial militar foi apontado como articulador do crime

A atuação do MPRN também levou à identificação do policial militar Josivan Pereira da Silva como articulador da empreitada criminosa. Segundo a acusação, ele intermediou o contato entre os mandantes e os executores, além de organizar a promessa de pagamento pelo homicídio.

Em razão da gravidade da conduta e da pena aplicada, a sentença também determinou a perda da função pública do policial militar. Após a descoberta do envolvimento dos réus, o Ministério Público sustentou que a execução não foi um ato isolado, mas resultado de uma cadeia de decisões, apoio logístico e contratação criminosa.

Penas informadas na dosimetria

A dosimetria apresentada no julgamento indicou penas em regime inicial fechado para todos os condenados:

RéuPena
Luciano Cabral De Souza16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão
Paloma Nataluska Costa De Medeiros16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão
Alcivan Bernardo Da Silva16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão
João Paulo Rocha14 anos e 3 meses de reclusão
Orklisthye Mayklie Moronel Matias De Oliveira14 anos e 3 meses de reclusão
Josivan Pereira Da Silva16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão

Julgamento anterior foi suspenso

O caso já havia começado a ser julgado em outubro de 2025, mas a sessão foi suspensa no último dia após problemas de saúde de um dos jurados. Com isso, o Conselho de Sentença foi dissolvido e uma nova sessão do Tribunal do Júri teve início na segunda-feira (27/4).

O resultado foi proclamado por volta de 0h desta quinta-feira, 30 de abril, encerrando a nova sessão. Com a publicação da sentença em plenário, a Justiça determinou a expedição imediata de mandados de prisão para o início da execução das penas.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.