Resumo da Notícia
Juliana Garcia, mulher que foi agredida mais de 60 vezes dentro de um elevador, agora faz parte do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte. A filiação foi anunciada nesta sexta-feira (8) pela presidente estadual da legenda, Samanda Alves, em publicação nas redes sociais.
A chegada de Juliana ao partido foi apresentada pela dirigente petista como um gesto de forte simbolismo político, especialmente pela relação da trajetória dela com o debate sobre violência contra mulheres no Brasil.
Na publicação, Samanda afirmou que a filiação representa mais do que uma adesão partidária. Para a presidente estadual do PT, Juliana carrega uma história marcada pela coragem e pela transformação de uma experiência de violência em mobilização coletiva.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
“Receber Juliana Garcia no nosso time no Rio Grande do Norte tem um significado muito forte. Juliana é símbolo da nossa luta por dignidade, respeito e pelo fim da violência que ainda marca a vida de tantas mulheres. Sua coragem transforma dor em luta coletiva“, escreveu Samanda Alves.
Samanda Alves diz que defesa das mulheres deve estar no centro da política
Ao anunciar a filiação, Samanda também associou a entrada de Juliana Garcia ao campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio Grande do Norte. A dirigente afirmou que a presença de Juliana reforça a defesa da vida das mulheres como prioridade.
“Tê-la somando ao time do presidente Lula no RN reforça uma convicção que nos guia: defender a vida das mulheres precisa estar no centro da política.”
Em outro trecho da publicação, Samanda completou: “Seguiremos juntas, construindo um Brasil onde nenhuma mulher viva com medo”, completou Samanda.
A fala coloca a filiação dentro de uma agenda pública voltada ao enfrentamento da violência de gênero, tema que tem ocupado espaço crescente no debate político e institucional.
Após a filiação, Juliana Garcia também se pronunciou. Ela afirmou considerar uma honra integrar o partido e destacou a representação da classe trabalhadora como um dos sentidos de sua entrada na legenda.
“É um privilégio fazer parte dos que lutam pela classe que mantém o Brasil de pé, representar quem é base e alicerce é gratificante demais”, declarou.
A filiação de Juliana Garcia ocorre em um contexto no qual sua imagem passou a ser associada à resistência de mulheres vítimas de violência. Agora, com a entrada no PT, sua trajetória passa também a compor o ambiente político-partidário no Rio Grande do Norte.
