Saiba quais deputados votaram contra a PEC do fim da escala 6×1

O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal, onde passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para apreciação dos senadores.
Inscrições abertas para o concurso da Câmara dos Deputados
Foto: © Antonio Cruz/ Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.
  • A proposta reduz o teto da jornada semanal de 44 para 40 horas e institui dois dias de folga, preferencialmente aos domingos.
  • No primeiro turno, a PEC obteve 472 votos favoráveis e 22 contrários, enquanto no segundo turno foram 461 votos a favor e 19 contra.
  • A implementação das mudanças será gradual, com um período de transição total de 14 meses após a promulgação.
  • O texto segue agora para análise do Senado Federal, onde passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes da votação final.
  • A votação na Câmara representa um avanço significativo, mas o processo legislativo ainda não foi concluído.
Continua após a publicidade

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27/5), em dois turnos, mas ainda registrou votos contrários de parlamentares de diferentes partidos. No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. No segundo, a aprovação ocorreu por 461 votos favoráveis e 19 contrários.

A proposta reduz o atual teto constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O texto agora segue para análise do Senado Federal, onde ainda precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser apreciado pelos senadores.

Apesar da aprovação com ampla maioria, a votação deixou uma lista de deputados que se posicionaram contra a PEC. No segundo turno, 14 parlamentares deixaram de votar. Entre eles, três haviam votado contra no primeiro turno: Fausto Pinato (União Brasil-SP), Paulo Marinho Jr. (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC).

Deputados que votaram contra no primeiro turno

No primeiro turno, 22 deputados votaram contra a PEC do fim da escala 6×1. Veja a lista:

DeputadoPartido/UF
Adriana VenturaNovo-SP
Bibo NunesPL-RS
Carlos ChiodiniMDB-SC
Caroline de ToniPL-SC
Daniel FreitasPL-SC
Daniela ReinehrPL-SC
Fabio SchiochetUnião Brasil-SC
Fausto PinatoUnião Brasil-SP
Gilson MarquesNovo-SC
Julia ZanattaPL-SC
Kim KataguiriMissão-SP
Lucas RedeckerPSD-RS
Marcel van HattemNovo-RS
Mauricio MarconPL-RS
NicolettiPL-RR
Paulo Marinho Jr.PL-MA
PezentiMDB-SC
Ricardo GuidiPL-SC
Ricardo SallesNovo-SP
Rosangela MoroPL-SP
Sérgio TurraPP-RS
Zé TrovãoPL-SC

Deputados que votaram contra no segundo turno

No segundo turno, o número de votos contrários caiu para 19. A lista ficou assim:

DeputadoPartido/UF
Adriana VenturaNovo-SP
Bibo NunesPL-RS
Carlos ChiodiniMDB-SC
Caroline de ToniPL-SC
Daniel FreitasPL-SC
Daniela ReinehrPL-SC
Fabio SchiochetUnião Brasil-SC
Gilson MarquesNovo-SC
Julia ZanattaPL-SC
Kim KataguiriMissão-SP
Lucas RedeckerPSD-RS
Marcel van HattemNovo-RS
Mauricio MarconPL-RS
NicolettiPL-RR
PezentiMDB-SC
Ricardo GuidiPL-SC
Ricardo SallesNovo-SP
Rosangela MoroPL-SP
Sérgio TurraPP-RS

O que a PEC muda na jornada de trabalho

A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso. A implementação, no entanto, não será imediata em sua totalidade.

Cobertura relacionadaGoverno Lula impõe sigilo de 100 anos em processos de liberação de bets e levanta alerta sobre transparência

Pelo texto, a transição terá duração total de 14 meses. As primeiras duas horas de redução serão adotadas 60 dias após a promulgação da futura emenda constitucional. As outras duas horas serão aplicadas um ano depois.

Com isso, a proposta cria um período gradual de adaptação até que a jornada semanal chegue ao novo limite de 40 horas.

Mesmo aprovada pela Câmara em dois turnos, a PEC ainda não está concluída. O texto seguirá para o Senado Federal e precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa Alta antes de ser submetido à análise dos senadores.

Somente após essa etapa a proposta poderá avançar na tramitação final. Até lá, a aprovação na Câmara representa um passo importante, mas não encerra o processo legislativo.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.