Rafael Motta sobe o tom e diz que Rogério Marinho “comprou o mandato” em 2022

Em entrevista a rádio de Natal, pré-candidato ao Senado pelo PDT afirma que envio de recursos federais ao estado influenciou o resultado da disputa.
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Rafael Motta - Foto: Câmara dos Deputados

Resumo da Notícia

  • Rafael Motta (PDT) acusa o senador Rogério Marinho (PL) de ter "comprado o mandato" na disputa eleitoral de 2022 no Rio Grande do Norte.
  • Motta alega que Marinho utilizou recursos federais em grande escala, citando o período em que o senador era ministro de Jair Bolsonaro.
  • O pré-candidato compara o uso de recursos, afirmando que enquanto ele enviava emendas, Marinho distribuía tratores.
  • Rafael Motta refuta a tese de que a divisão de candidaturas da esquerda foi o principal fator para a derrota.
  • Ele argumenta que sua base eleitoral era mais ampla, incluindo setores de centro e lideranças municipais.
  • A declaração de Motta busca focar o debate na influência de recursos federais e poder estatal na eleição de 2022.
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O pré-candidato ao Senado pelo PDT, Rafael Motta, afirmou nesta quinta-feira (9), em entrevista à rádio 98FM Natal, que o senador Rogério Marinho (PL) “comprou o mandato” ao comentar o cenário da disputa de 2022 no Rio Grande do Norte.

Ao tratar do resultado daquela eleição, Rafael atribuiu o desfecho a uma “disputa desleal”, citou o período em que Rogério era ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que o envio de recursos federais ao estado influenciou o ambiente eleitoral.

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Segundo Rafael, o peso da máquina federal teve impacto direto sobre a campanha. Rogério simplesmente despejou bilhões de reais aqui no RN, declarou. Na mesma linha, ele comparou a atuação dos dois durante o processo eleitoral e tentou marcar uma diferença de escala no uso de recursos. Enquanto eu mandava uma emenda para um prefeito, ele mandava um trator para um suplente de vereador, disse.

A declaração foi dada quando Rafael Motta comentava a estratégia adotada pela esquerda na eleição para o Senado em 2022, quando houve duas candidaturas no mesmo campo político: a dele e a de Carlos Eduardo. Entre aliados, a divisão costuma ser apontada como um dos fatores que pesaram no resultado da disputa.

Rafael, porém, rejeitou essa interpretação de forma direta. Na avaliação dele, o cenário eleitoral daquele ano era mais complexo e não pode ser resumido à ideia de que os votos dos candidatos derrotados migrariam automaticamente para um único nome. Não é tão simples somar os porcentuais daqueles que não votaram no candidato que venceu e dizer que esses votos iriam para um candidato da esquerda, afirmou.

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Pré-candidato diz que sua base era mais ampla

Ao rebater a tese de que a fragmentação do campo progressista teria sido determinante, Rafael também sustentou que sua base eleitoral não se limitava à esquerda. Segundo ele, havia ali perfis distintos de eleitores, incluindo setores de centro e grupos ligados a lideranças municipais.

Esse ponto foi usado pelo pedetista para reforçar a leitura de que a eleição de 2022, no caso da disputa ao Senado no RN, não pode ser explicada apenas por uma conta simples de transferência de votos. Na fala dele, o peso dos investimentos federais enviados ao estado naquele período teve influência maior sobre o ambiente da campanha do que a existência de duas candidaturas no mesmo campo político.

Com isso, Rafael Motta tenta recolocar o debate sobre 2022 em outro eixo: menos centrado na divisão interna da esquerda e mais focado na estrutura de poder e no volume de recursos que, segundo ele, cercaram aquela disputa. A declaração, no entanto, eleva o tom do embate político ao atribuir a Rogério Marinho uma vantagem construída de forma desigual durante a campanha.

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