Resumo da Notícia
O prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro terminou neste sábado (4), e o movimento provocou uma mudança relevante no comando dos estados.
Com o fim da janela legal, 11 governadores deixaram seus cargos para concorrer a outras funções, enquanto outros nove decidiram buscar a reeleição sem precisar renunciar e sete optaram por permanecer no governo até o fim do mandato.
A regra vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem participar do pleito de outubro. No caso dos chefes do Executivo estadual, a exigência atinge quem deseja disputar outro cargo. Com isso, o sábado (4) marcou o encerramento de uma etapa decisiva do calendário político, porque definiu quem sairia do governo para entrar formalmente na disputa.
No grupo dos que deixaram o cargo estão nomes que já se posicionam para a eleição presidencial e outros que miram uma vaga no Senado. O movimento redesenha alianças, reorganiza sucessões estaduais e antecipa o peso político que as disputas regionais terão na eleição nacional.
Quais governadores saíram para tentar a Presidência
Dois nomes aparecem ligados à corrida pelo Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou na semana passada que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve disputar a Presidência, embora ainda não tenha formalizado a pré-candidatura.
A presença dos dois ex-governadores nesse grupo mostra que a disputa presidencial começa a ganhar contornos mais definidos, ainda que parte das candidaturas siga em fase de articulação política.
Quem deixou o governo para disputar o Senado
A maior parte das renúncias está concentrada na disputa por vagas no Senado. O grupo citado reúne Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR).
Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, também está entre os nomes que renunciaram para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, ele foi condenado no mês passado à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por isso, deverá disputar o cargo sub judice.
Esse detalhe coloca o caso de Cláudio Castro em um campo político e jurídico mais delicado do que o dos demais nomes citados, porque a eventual candidatura fica submetida à controvérsia sobre sua situação eleitoral.
Quem continua no cargo para tentar a reeleição
Outros nove governadores vão disputar a reeleição e, por isso, não precisaram deixar o cargo, já que a legislação eleitoral não exige afastamento do chefe do Executivo que pretende concorrer ao segundo mandato.
Estão nesse grupo Clécio Luís (União-AP), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Eduardo Riedel (PP-MS), Raquel Lyra (PSD-PE), Rafael Fonteles (PT-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).
A permanência desses governadores no cargo preserva a estrutura administrativa dos estados e dá a eles a vantagem política de seguir no exercício do mandato durante a campanha.
Quais governadores decidiram não disputar outro cargo
Sete governadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para entrar na disputa de outubro. Segundo o texto, todos eles já cumprem dois mandatos consecutivos.
São eles: Paulo Dantas (MDB-AL), Carlos Brandão (Sem partido-MA), Ratinho Junior (PSD-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).
Esse grupo representa uma escolha política distinta da dos demais: em vez de antecipar nova candidatura, optou por encerrar o ciclo no cargo atual.
Quando serão as eleições de outubro
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a escolher presidente da República, vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.
Já o segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro, nos cargos de presidente e governador, caso nenhum dos candidatos obtenha mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.
O quadro definido com o encerramento da desincompatibilização, portanto, não é apenas burocrático. Ele marca o início efetivo de uma nova fase da disputa, com impacto direto sobre o comando dos estados e sobre o desenho político da eleição nacional.
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