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"Sonho realizado": Michelle Bolsonaro surpreende e parabeniza política para surdos do governo Lula

A pauta da inclusão de surdos e a valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) são marcas históricas da atuação social de Michelle desde 2019.
Michelle Bolsonaro
Foto: Isac Nóbrega/PR

Resumo da Notícia

  • Michelle Bolsonaro elogiou a nova Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos do governo Lula.
  • A ex-primeira-dama classificou a medida como um 'sonho realizado' e reforçou seu histórico com a pauta de inclusão.
  • O elogio ocorre em meio a um momento de isolamento de Michelle dentro do Partido Liberal.
  • A ex-primeira-dama enfrenta embates políticos com o enteado, Flávio Bolsonaro, e rompeu com a liderança do PL Mulher.
  • A saída de Michelle do comando do PL Mulher gerou especulações sobre o futuro de sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (3) para celebrar e elogiar o avanço da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos no Brasil, que acaba de ser detalhada pelo governo Lula.

Em uma rara manifestação de convergência com a atual gestão federal, a líder conservadora destacou a nova estrutura de ensino como um marco fundamental de inclusão social e parabenizou a comunidade surda, classificando a implementação da política pública como um “sonho realizado”.

O posicionamento de Michelle joga luz sobre uma transformação estrutural importante na área pedagógica do país. Com a consolidação das novas diretrizes, a educação bilíngue de surdos ganha o status de modalidade de ensino independente, deixando de ser apenas um braço integrado da Educação Especial tradicional.

Essa mudança confere mais autonomia e protagonismo metodológico às escolas. Na prática, a medida reorganiza a estrutura de atendimento para garantir que o ensino seja ministrado em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua, e em português escrito como segunda língua, beneficiando diretamente estudantes surdos, surdocegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes, além de indivíduos com altas habilidades ou superdotação associadas.

Michelle

O engajamento de Michelle com a pauta não é recente e se consolidou como sua principal vitrine de atuação social durante o período em que esteve no Palácio do Planalto. Ela ganhou projeção nacional ao quebrar o protocolo de Estado e realizar um discurso inteiramente em Libras durante a cerimônia de posse presidencial de 2019.

Ao comentar o avanço legal promovido pela atual gestão, ela reforçou seu vínculo com o tema. “A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos“, publicou a ex-primeira-dama.

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Ruídos internos e a crise recente no Partido Liberal

A manifestação favorável a uma agenda do Palácio do Planalto ocorre em um momento de visível isolamento e desgaste na relação de Michelle com a ala tradicional do seu próprio partido. Ela enfrenta um forte embate político com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No último dia 24 de junho, Michelle gravou um vídeo com cerca de uma hora de duração no qual rompeu o silêncio para expor divergências profundas sobre os rumos do partido. Ela relatou ter sido alvo de desrespeito por parte de Flávio, criticou as articulações da legenda no estado do Ceará e declarou oposição frontal a eventuais alianças locais com o grupo político de Ciro Gomes no primeiro turno das eleições municipais e estaduais.

O desfecho do conflito familiar e partidário gerou consequências imediatas na estrutura da legenda. Seis dias após expor publicamente as fraturas internas, Michelle abriu mão do cargo de comando que exercia no PL Mulher. A justificativa oficial apresentada para a renúncia foi a necessidade de dedicação integral aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e com a filha do casal.

No entanto, nos bastidores de Brasília, a saída abrupta do cargo movimentou o cenário político e levantou fortes especulações sobre a viabilidade ou uma possível desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal, considerada até então uma das apostas principais do partido para o pleito.

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