Resumo da Notícia
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), atual presidente do PL Mulher, usou um evento em Natal neste sábado (16) para criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No encontro, ela afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros seriam resultado direto da postura do chefe do Executivo.
Para Michelle, Lula estaria “provocando” a maior potência econômica mundial com o objetivo de transferir responsabilidades à família Bolsonaro.
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Durante o discurso, Michelle disse que “não tem como levar a sério o líder de uma nação de mais de 213 milhões de habitantes ironizar, criticar, uma potência como é os EUA”. Na visão dela, a política externa do governo atual não teria o mínimo de responsabilidade e estaria trazendo consequências práticas ao setor econômico.
Ela acrescentou que “uma diplomacia nanica, irresponsável. Foi oferecer jabuticaba pro Trump, agora estamos colhendo abacaxis. Fica provocando para que a gente receba sanções para que a culpa ficar na nossa família. Sabe o que acontece quando você faz isso? Sanções são para países que estão prestes a perder a sua liberdade. São para países ditadores”.
Em outro momento, a ex-primeira-dama endureceu ainda mais o tom pessoal contra Lula: “se auto intitula pai da pobreza e tá trazendo as pessoas para a miséria. Mentiroso, cachaceiro, pinguço, irresponsável, é isso que ele é”.
O Portal N10 entrou em contato com o Palácio do Planalto para ouvir a posição oficial do governo sobre as declarações, mas ainda não obteve resposta.
Impacto das tarifas impostas pelos EUA
O governo norte-americano anunciou a taxação de 50% sobre parte das importações brasileiras. A justificativa apontada por Washington foi a manutenção de uma relação comercial considerada desequilibrada. Além disso, pesam fatores políticos relacionados ao histórico recente do Brasil.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) responde a processos criminais, incluindo acusações de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e relator da ação, chegou a ser alvo de sanções norte-americanas com base na Lei Magnitsky — mecanismo usado para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos.
Paralelamente às críticas políticas, a repercussão popular foi medida por pesquisa do Instituto Datafolha, também divulgada neste sábado (16). Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados responsabilizam Lula pelo tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Outros 22% atribuem a culpa a Jair Bolsonaro, enquanto 17% apontam para Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.
