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Malafaia reage a operação da PF e acusa Moraes de perseguição religiosa e política

A investigação revelou comunicações entre Malafaia e Bolsonaro, incluindo orientações para pressionar o Judiciário e condicionar sanções internacionais à concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Após apreensão de bens, Malafaia chama Moraes de “ditador” e critica STF
Após apreensão de bens, Malafaia chama Moraes de “ditador” e critica STF

Resumo da Notícia

  • Operação da PF contra Silas Malafaia no Rio de Janeiro
  • Apreensão de celular, passaporte e cadernos com mensagens bíblicas
  • Acusações de perseguição política e religiosa contra Alexandre de Moraes
  • Conteúdo das mensagens: críticas a Eduardo Bolsonaro e articulações internacionais
  • PGR avalia possível denúncia contra o pastor ligado a Bolsonaro

Horas depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal, o pastor Silas Malafaia publicou um vídeo nas redes sociais direcionando duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio ocorreu nesta quinta-feira (21), logo após o desembarque de Malafaia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, vindo de Portugal.

Segundo o pastor, agentes da PF cumpriram determinação do STF no âmbito das investigações sobre tentativa de obstrução de Justiça e coação em processo que apura a suposta articulação golpista envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram apreendidos o telefone celular de Malafaia, três cadernos com anotações de mensagens bíblicas e o passaporte.

Na gravação, com pouco mais de quatro minutos, o líder religioso classificou o magistrado como “ditador da toga” e acusou-o de “promover perseguição política e agora religiosa também”. O pastor declarou que denuncia as ações de Moraes “há quatro anos” e disse que a abordagem no aeroporto ocorreu de forma repentina: “Cheguei de Portugal e no aeroporto fui interceptado pela Polícia Federal. Levaram meu celular, meus cadernos de mensagens bíblicas e até meu passaporte. Que país é esse?”.

Malafaia afirmou que os cadernos levados pela PF continham roteiros de pregações, vídeos e anotações para manifestações públicas. Também criticou o fato de a imprensa ter acesso a informações do inquérito antes de seus advogados. “Se eu falar do inquérito, sou preso. Mas a Gestapo de Alexandre Moraes vaza tudo”, disse, fazendo referência à polícia política nazista.

Conteúdo das mensagens obtidas pela PF

A investigação revelou comunicações entre Malafaia e Bolsonaro, incluindo orientações para pressionar o Judiciário e condicionar sanções internacionais à concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo a decisão de Moraes, o pastor teria atuado como articulador na difusão de narrativas falsas e na coação de autoridades.

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Entre os pontos identificados pela PF nas trocas de mensagens estão:

  • Pedido de asilo político na Argentina.
  • Defesa de anistia restrita a Bolsonaro.
  • Articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
  • Descumprimento de medidas cautelares.
  • Contato com o general Braga Netto, proibido pela Justiça.
  • Uso de listas de transmissão no WhatsApp.
  • Discussões sobre contas bancárias de esposas de envolvidos.
  • Contato com representante da plataforma Rumble.
  • Troca de xingamentos e acusações, incluindo chamar Eduardo Bolsonaro de “babaca”, “idiota”, “inexperiente” e “estúpido de marca maior”.

Críticas a outros ministros e repercussão

Além de atacar Moraes, Malafaia se dirigiu a Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, questionando se ambos “teriam medo” do colega de Corte: “Esse cara está jogando o STF na lama. Vocês têm medo dele?”.

O pastor também declarou que enviou vídeos e cartas a líderes religiosos nos Estados Unidos, entre eles o ex-presidente Donald Trump, denunciando o que descreve como “perseguição”.

Atualmente, Malafaia não foi formalmente indiciado, mas está proibido de sair do país e de manter contato com outros investigados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda avalia se há elementos para oferecer denúncia.

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