Resumo da Notícia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem em empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo nova pesquisa Meio/Ideia à qual o Portal N10 teve acesso. No cenário testado, Lula registra 45,5% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 45,8%.
O levantamento também mostra que, embora o petista siga na frente nos cenários de primeiro turno e ainda lidere outros confrontos de segundo turno, há sinais de desgaste importantes para o governo, especialmente em temas como custo de vida, endividamento e rejeição.
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A pesquisa ainda indica um eleitorado dividido e com alta margem de movimentação: 51,4% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto.
Como ficam os cenários de segundo turno
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa aparece totalmente aberta dentro da margem, com 45,5% para Lula e 45,8% para Flávio.

Já nos outros dois confrontos testados, o presidente aparece em vantagem. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula marca 45%, enquanto o adversário fica com 39%. No cenário contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista aparece com 44,7%, diante de 38,7% do nome do Novo.
Os números indicam que o embate mais apertado entre os cenários simulados é justamente o de Lula contra Flávio Bolsonaro, enquanto Caiado e Zema ainda aparecem atrás com diferença mais ampla.
O que a pesquisa mostra no primeiro turno
Na intenção de voto espontânea, Lula mantém dianteira confortável, com 32,6%. Em segundo lugar aparece Flávio Bolsonaro, com 19,4%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso e impossibilitado de concorrer, registra 6% das menções dos entrevistados.
No cenário estimulado, a disputa encurta entre os dois principais polos. Lula lidera com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Atrás deles aparece Ronaldo Caiado, com 6,5%. Romeu Zema e Renan Santos surgem empatados, com 3% cada.
O desenho do primeiro turno reforça duas tendências centrais do levantamento: Lula ainda parte na frente, mas Flávio aparece como o nome que mais se aproxima do presidente entre os cenários testados.
Rejeição, governo e desejo de novo mandato
A pesquisa mostra que Lula lidera a rejeição entre os nomes mais notáveis do levantamento. Segundo os dados, 44,2% dos entrevistados afirmam que não votariam no presidente. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro, com 37,5%. Ronaldo Caiado registra 20,4%, enquanto Romeu Zema tem a menor rejeição entre os principais nomes testados, com 17,5%.
O levantamento também aponta dificuldade do atual presidente em consolidar um ambiente mais favorável à reeleição. 51,5% afirmam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 45% dizem que ele deveria ter outra oportunidade. Na avaliação de governo, 51% desaprovam a atual gestão e 45% aprovam.
Outro dado relevante é o crescimento da avaliação negativa. Em janeiro, 41,4% classificavam o governo Lula como ruim ou péssimo. Agora, esse índice subiu para 46,4%. Já os que avaliam a gestão como ótima ou boa somam 32,2%, enquanto 19% a consideram regular.
Custo de vida, endividamento e interferência externa
Entre os temas que mais pressionam o ambiente eleitoral, o levantamento destaca a percepção econômica. 70,4% dos entrevistados disseram perceber aumento no custo de vida. Dentro desse grupo, 30% afirmam que esse aumento foi muito forte.
Na mesma linha, 40% disseram estar mais endividados em 2026 do que em 2025, enquanto 42% afirmam que mantiveram o mesmo patamar de endividamento do ano passado. Para 74,7% dos entrevistados, esses dois temas impactam o voto.
A pesquisa também mediu a visão dos brasileiros sobre eventual apoio estrangeiro nas eleições. 28% consideram legítima a busca por apoio externo. Já a maioria, 52%, entende que a eleição deve ser decidida apenas por brasileiros. Outros 18,1% disseram que ainda precisam se informar melhor antes de opinar.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Meio/Ideia foi realizada entre os dias 3 e 7 de abril de 2026, com registro BR-00605/2026-BRASIL. O levantamento ouviu 1.500 pessoas por telefone e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. O estudo aborda os principais cenários da corrida presidencial de 2026.