Resumo da Notícia
A costura política para a chapa majoritária do Rio Grande do Norte em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos. Luiz Gomes, advogado, professor e empresário com longa atuação no Estado, passou a ser tratado internamente como um dos nomes do PSB para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal. A movimentação ocorre no contexto das articulações da base governista, que busca equilíbrio entre os partidos aliados e nomes com densidade política e histórico público reconhecido.
A possibilidade ganhou força após convite formal feito pela presidente estadual do PSB, a ex-deputada Larissa Rosado. O gesto não foi protocolar. Ele sinaliza que o partido quer participar ativamente da definição da chapa e não apenas compor de forma acessória. A outra vaga ao Senado, hoje, é considerada praticamente reservada à governadora Fátima Bezerra, apontada como pré-candidata natural dentro do campo progressista.
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Convite assumido com responsabilidade
Ao comentar o chamado do PSB, Luiz Gomes fez questão de adotar um tom cauteloso e institucional, deixando claro que não se trata de um projeto pessoal isolado, mas de uma construção política mais ampla.
“Recebo esse momento com muita serenidade e senso de responsabilidade. Nos últimos dias, recebi convites e manifestações para colocar meu nome à disposição para uma possível candidatura ao Senado da República. Em especial, após reunião com a Presidente do PSB do Rio Grande do Norte, Deputada Larissa Rosado, fui lembrado para essa missão, o que muito me honra, sobretudo pelo reconhecimento de uma liderança construída ao longo de mais de 30 anos de atuação no Estado.”
A fala ajuda a compreender por que o nome passou a circular com mais intensidade. Há um esforço claro de apresentar a eventual candidatura como fruto de trajetória e reconhecimento, não de improviso eleitoral.
Trajetória jurídica e atuação pública
Com mais de três décadas de atuação profissional no Rio Grande do Norte, Luiz Gomes construiu carreira sólida na advocacia e no meio acadêmico. Foi conselheiro federal da OAB, exerceu a função de primeiro ouvidor-geral da OAB-RN entre 2002 e 2003 e presidiu a Associação Norte Rio-grandense dos Advogados Trabalhistas de 2009 a 2013.
Atualmente, ocupa dois postos estratégicos no meio jurídico: é diretor-geral da Associação Brasileira dos Advogados no RN e presidente da Escola Superior da Advocacia Trabalhista do Estado. Ao longo da trajetória, recebeu homenagens da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de Natal, em reconhecimento a serviços sociais e comunitários.
No campo eleitoral, não é um estreante. Disputou o cargo de deputado estadual em 2014 e foi candidato a vice-prefeito de Natal em 2016, experiências que ampliaram sua inserção no debate político estadual.
“Minha caminhada no Rio Grande do Norte como advogado, professor e empresário sempre esteve pautada pelo compromisso com a cidadania, a justiça social, o fortalecimento das instituições e o desenvolvimento humano.”
Chapa construída com diálogo
O discurso adotado por Luiz Gomes reforça a linha defendida pelo PSB: a definição da chapa deve ser coletiva, respeitando lideranças consolidadas e o peso político de cada partido aliado.
“Tenho a convicção de que essa caminhada precisa ser coletiva, construída com diálogo, unidade e respeito às lideranças consolidadas. Reafirmei isso de forma muito clara na reunião com a Deputada Larissa Rosado. Reconheço a liderança da Governadora Fátima Bezerra, que entendo deva ser a principal candidata ao Senado da República.”
Caso o projeto avance, ele afirma que sua função será somar forças, e não tensionar a aliança.
“Nesse cenário, coloco-me à disposição para somar, agregar forças e contribuir para a formação de uma chapa sólida, no âmbito de uma grande frente política. O objetivo maior não é um projeto pessoal, mas a construção de um projeto coletivo capaz de viabilizar o sucesso eleitoral.”
Disputa envolve PSB e PDT
Nos bastidores, a segunda vaga ao Senado segue como ponto de negociação entre PSB e PDT. O PDT já lançou oficialmente o nome do ex-senador Jean Paul Prates, o que eleva o nível da disputa interna na base aliada.
A decisão final deve passar por mesas de diálogo entre PT, PSB, PDT e outros partidos do arco governista. O pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier, já sinalizou que a definição ocorrerá “no tempo certo”, respeitando o calendário político e as correlações de força.
