Flávio reage a investigação e afirma que Moraes usará Supremo para influenciar eleição

O congressista afirmou que o ministro utilizará o inquérito das fake news durante as eleições. Segundo ele, a investigação mirará adversários políticos da direita.
Flávio diz que Moraes vai tentar desequilibrar as eleições de 2026 a partir do STF
Flávio diz que Moraes vai tentar desequilibrar as eleições de 2026 a partir do STF - Imagem: Reprodução

Resumo da Notícia

  • Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de usar o STF para interferir nas eleições de 2026.
  • A declaração do senador ocorreu após Moraes autorizar um inquérito para investigá-lo por calúnia.
  • O inquérito foi motivado por uma publicação de Flávio atribuindo crimes a Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O senador alega que Moraes usará o 'inquérito das fake news' para atingir adversários políticos da direita.
  • Davi Alcolumbre, presidente do Senado, ofereceu apoio jurídico da Casa a Flávio Bolsonaro.
  • A reação ao inquérito se tornou um tema institucional dentro do Senado.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai tentar interferir no processo eleitoral de 2026 por meio de sua atuação na Corte.

A declaração foi feita na quarta-feira (15 de abril de 2026), durante sessão plenária do Senado, um dia depois de Moraes autorizar a abertura de inquérito para investigar o congressista por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado no texto como principal adversário de Flávio na disputa de outubro.

Na tribuna, o senador disse ver uma estratégia definida do ministro. Está muito claro qual é a estratégia. Já que agora Alexandre de Moraes não está mais nos TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo. […] Essa prática não dá para aceitar em outras eleições, agora em 2026, declarou.

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Ao falar no plenário, Flávio afirmou que Moraes deverá usar o inquérito das fake news durante o processo eleitoral para atingir adversários políticos da direita. O senador associou a investigação à atuação do ministro em disputas anteriores e disse que o mecanismo seguirá sendo usado contra parlamentares desse campo político.

Nós já vimos esse filme antes. Foi dada uma autorização para o ministro Alexandre de Moraes cometer uma série de atrocidades […]. A pretexto de defender a democracia, ele atropelou vários direitos e garantias individuais de parlamentares do espectro da direita, afirmou.

Flávio também atacou a duração e o alcance do inquérito. Segundo ele, trata-se de um procedimento aberto há sete anos e com capacidade de absorver qualquer alvo definido pelo ministro. Malfadado inquérito que atrai tudo o que ele quiser e quem ele quiser, disse.

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Em seguida, completou: isso vai ser recorrentemente usado durante as eleições deste ano para tentar me impedir de expressar o meu ponto de vista e falar a verdade sobre, inclusive, ele.

O que motivou a abertura do inquérito no STF

Moraes autorizou a abertura do inquérito na quarta-feira (15 de abril de 2026) para apurar uma publicação feita por Flávio em janeiro. Na ocasião, o senador comentou a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e escreveu: Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditadores, eleições fraudadas.

A Polícia Federal avaliou que o senador atribuiu crimes falsamente ao presidente da República e pediu ao ministro a abertura da investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a medida e afirmou ver indícios de que Flávio possa ter cometido o crime de calúnia.

Esse é o ponto central da reação política do senador: a investigação aberta a partir dessa publicação passou a ser tratada por ele como parte de um movimento mais amplo de interferência no debate eleitoral.

No mesmo contexto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai deixar a Advocacia do Senado à disposição de Flávio, de Vieira e dos demais senadores. Segundo ele, a estrutura jurídica da Casa vai “auxiliar em tudo o que for necessário”.

De acordo com Alcolumbre, esse apoio inclui a proposição de matérias para defender a legitimidade do voto popular e as prerrogativas dos senadores. A fala reforça que a reação ao inquérito não ficou restrita ao discurso de Flávio e também passou a ser tratada como tema institucional dentro do Senado.

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