Flávio domina entre evangélicos e homens, enquanto Lula cresce entre mulheres e católicos

Os números indicam que a disputa entre os dois nomes não está sendo decidida apenas por preferência partidária ou rejeição geral, mas por cortes sociais específicos, especialmente no campo da religião e do gênero, onde a diferença entre os candidatos se torna mais visível.
Disputa entre Lula e Flávio muda completamente quando religião e gênero entram no jogo
Disputa entre Lula e Flávio muda completamente quando religião e gênero entram no jogo

Resumo da Notícia

O empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, apontado pela pesquisa Meio/Ideia, ganha contornos bem mais definidos quando o eleitorado é separado por religião e gênero.

Pelos recortes da pequisa, Flávio Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos e homens, enquanto Lula aparece numericamente à frente entre católicos e mulheres. O presidente também lidera entre eleitores de outras religiões e, com folga, entre os que se declaram sem religião.

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No cenário geral de segundo turno apresentado no levantamento, Flávio registra 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% de Lula. Mas os números segmentados mostram que esse equilíbrio nacional é formado por blocos muito diferentes entre si, com cada candidato sustentando força em grupos específicos.

Entre católicos, Lula aparece numericamente à frente; entre evangélicos, Flávio abre vantagem

No recorte religioso, o quadro mais apertado está entre os católicos. Nesse grupo, Lula marca 45,5%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 45,1%. Os votos em branco ou nulo somam 6,4%, e 3,1% disseram não saber.

O segmento em que Flávio Bolsonaro mais se destaca é o dos evangélicos. Nesse grupo, ele chega a 57%, contra 37,4% de Lula. Os brancos e nulos ficam em 5,3%, e apenas 0,3% responderam que não sabem.

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Já entre os entrevistados de outras religiões, o presidente aparece à frente, com 47,7%, enquanto Flávio registra 44%. Nesse mesmo bloco, 8,3% disseram votar em branco ou nulo, e o índice de não sabe é de 0%.

O recorte mais favorável a Lula é o dos eleitores sem religião. Nesse grupo, o presidente alcança 66%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 20,1%. Os brancos e nulos somam 10,4%, e 3,5% não souberam responder.

Os dados mostram uma divisão clara. Flávio Bolsonaro concentra sua principal força religiosa entre os evangélicos, enquanto Lula tem melhor desempenho entre os sem religião e aparece numericamente à frente entre católicos e outras religiões.

Entre homens, Flávio lidera; entre mulheres, Lula fica na frente

O recorte por gênero repete essa lógica de divisão do eleitorado. Entre os homens, Flávio Bolsonaro lidera com 50,4%, enquanto Lula marca 43,1%. Nesse grupo, 4,9% responderam branco ou nulo, e 1,7% disseram não saber.

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Entre as mulheres, o cenário se inverte. Lula aparece com 47,7%, contra 41,5% de Flávio Bolsonaro. Os votos em branco ou nulo somam 8,2%, e 2,6% responderam não saber.

Esse retrato ajuda a explicar por que a disputa geral aparece travada. Flávio Bolsonaro tem um eleitorado masculino mais robusto, enquanto Lula sustenta vantagem entre as mulheres, o que compensa parte da diferença observada no segmento dos homens.

O que os recortes mostram sobre a disputa

Os números por religião e gênero deixam claro que o empate técnico do cenário nacional não nasce de um eleitorado homogêneo. Ao contrário: ele é resultado de vantagens localizadas e bem marcadas.

Entre os grupos religiosos, a principal diferença está no peso dos evangélicos para Flávio e dos sem religião para Lula. Entre homens e mulheres, a polarização também aparece de forma nítida, com cada candidato tendo melhor desempenho em um dos dois grupos.

Na prática, os dados indicam que qualquer mudança relevante nesses segmentos pode mexer diretamente no quadro geral do segundo turno. Isso vale especialmente para os católicos, onde a distância é mínima, e para as mulheres, onde Lula preserva vantagem importante.

A pesquisa Meio/Ideia foi realizada entre 3 e 7 de abril de 2026, com 1.500 entrevistas por telefone, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e registro BR-00605/2026-BRASIL.

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