Fátima reage a críticas e dispara: “Vou eleger Cadu Xavier governador”

Ao detalhar seu plano eleitoral, a governadora disse que o “time de Lula” é fortíssimo e também defendeu o nome de Samanda ao Senado.
Cadu Xavier e Fátima Bezerra
Cadu Xavier e Fátima Bezerra - Foto: Carmem Felix

Resumo da Notícia

  • A governadora Fátima Bezerra (PT) declarou que pretende eleger Cadu Xavier como governador do Rio Grande do Norte em 2026.
  • Ela projeta um 'time do Lula' forte, incluindo a vereadora Samanda como senadora e a federação conquistando de três a quatro deputados federais.
  • Fátima atribuiu a ruptura com o vice-governador Walter Alves (MDB) a uma tentativa de inviabilizar sua candidatura ao Senado.
  • A governadora defendeu a condução fiscal de seu governo, mencionando a herança de déficit e medidas como a recomposição do ICMS e o Proedi.
  • Ela criticou a 'mídia corporativa' por ataques sistemáticos e campanhas de desinformação, mas reconheceu a necessidade de o governo reagir melhor na comunicação.
  • Fátima destacou obras estruturantes como a transposição do Rio São Francisco, a barragem de Oiticica, o túnel Major Sales e a duplicação da BR-304 como legados de sua gestão.
  • A governadora também mencionou investimentos em educação e a melhora nos indicadores como o Ideb.
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A governadora Fátima Bezerra (PT) deixou explícito que pretende conduzir pessoalmente a disputa pelo comando do Rio Grande do Norte em 2026.

Durante entrevista ao programa “Além da Notícia”, exibido pelas TVs Metropolitano e Trampolim, ela afirmou: Vou eleger Cadu Xavier governador, em referência ao ex-secretário estadual da Fazenda. A declaração coloca a chefe do Executivo no centro da sucessão e indica que o Palácio do Governo trabalhará para manter seu grupo político no poder.

Na mesma entrevista, Fátima foi além ao desenhar o mapa eleitoral que pretende defender no próximo ano. “O time do Lula é fortíssimo. Vou eleger Cadu Xavier governador e a vereadora Samanda como senadora. A federação vai fazer no mínimo três deputados federais e pode brigar pela quarta vaga, afirmou. Ao usar a expressão “time de Lula”, a governadora conecta o projeto potiguar ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e insere a disputa estadual dentro da polarização nacional.

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Fátima atribui ruptura com Walter Alves a movimento para barrar candidatura ao Senado

Ao falar sobre a relação com o vice-governador Walter Alves (MDB), Fátima afirmou que a decisão dele de não assumir o governo teve motivação eleitoral. Segundo ela, a movimentação tinha como objetivo inviabilizar sua candidatura ao Senado.

Isso foi um movimento articulado exatamente para inviabilizar minha candidatura ao Senado. Eles sabiam que a vaga era minha, declarou.

A fala reforça que, para a governadora, a sucessão estadual e a eleição para o Senado já estão colocadas dentro de uma mesma disputa de forças. Mesmo diante do rompimento, ela demonstrou confiança na capacidade do grupo político de chegar competitivo a 2026.

Fátima também usou a entrevista para defender a condução fiscal do governo e rebater críticas à situação financeira do Estado. Ao reconhecer dificuldades, atribuiu o cenário à herança recebida no início da gestão e fez uma comparação direta com a realidade encontrada pelo governador da Paraíba, João Azevêdo.

Você sabe como o querido governador João Azevêdo recebeu a Paraíba? Com quase R$ 5 bilhões de superávit. Eu cheguei aqui foi com déficit. Só de folha em atraso, de R$ 1 bilhão. E o sucateamento generalizado das políticas sociais, afirmou.

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Para sustentar o discurso de recuperação, citou medidas adotadas ao longo do mandato, entre elas a recomposição do ICMS, a lei que limita o crescimento da folha ao aumento da receita e o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), apontado por ela como instrumento para ampliar empregos e segurar empresas no Rio Grande do Norte.

Mesmo admitindo que os problemas não desapareceram, a governadora afirmou que o Estado já apresenta sinais de reação. Temos sim as dificuldades. Elas existem ainda, mas o dado concreto é que o Estado está no rumo certo. E o que está já projetado é crescimento da economia. Com os novos investimentos que estão chegando, associados a essas medidas que nós estamos tomando, eu não tenho nenhuma dúvida de que o Rio Grande do Norte vai sim conseguir seu equilíbrio, disse.

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Governadora reage a críticas, fala em ataque da mídia e cobra reação do governo

Ao abordar a própria avaliação popular, Fátima adotou tom de confronto. Segundo ela, o governo sofre pressão permanente da chamada mídia corporativa e de campanhas de desinformação.

Nós sofremos um ataque sistemático por parte da mídia corporativa que — não vou generalizar, mas na sua grande maioria — se comporta como uma imprensa partidária, como uma imprensa que tem lado. É um ataque sistemático do ponto de vista de desinformar. Ao invés de narrar o fato, respeitando a verdade, narra as fake news, destilando ódio, preconceito, declarou.

Ao mesmo tempo, reconheceu que o próprio governo precisa reagir melhor no campo da comunicação. O governo precisa ir para cima, afirmou, em recado direcionado à equipe e aos aliados.

Obras hídricas, BR-304 e educação aparecem como eixo de defesa da gestão

No balanço administrativo, Fátima apontou as obras estruturantes como parte central do legado que quer associar ao seu governo. Entre elas, citou a chegada ao Rio Grande do Norte das águas da transposição do Rio São Francisco, a barragem de Oiticica e o túnel Major Sales, cuja conclusão, segundo ela, deverá ocorrer com a presença do presidente Lula nos próximos meses.

Na infraestrutura, rebateu críticas sobre o andamento da duplicação da BR-304, obra realizada pelo Governo do Estado. Já começou e está acelerada, afirmou, em resposta a questionamentos da oposição.

Na área da educação, citou investimentos em reforma de escolas, ampliação do ensino integral e valorização do magistério como pilares da política pública. Apesar de reconhecer a posição do Estado nos indicadores nacionais, disse esperar melhora nos resultados. “O ponteiro do Ideb já começou a subir”, afirmou.

Em outro momento da entrevista, Fátima retomou a própria trajetória para reforçar sua identidade política. Ao lembrar a infância em Nova Palmeira (PB) e a convivência com a seca, afirmou que essa experiência influencia diretamente sua atuação à frente do Executivo.

Sou a primeira governadora de origem popular do Rio Grande do Norte, disse.

A declaração completa o tom que marcou toda a entrevista: defesa do governo, reação a críticas, apresentação de resultados e demarcação antecipada do projeto político que ela pretende liderar em 2026.

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