Em sessão da Câmara, deputado do PL dispara: “Eu quero mais é que o Lula morra”

"Eu quero mais é que o Lula morra", diz deputado do PL em sessão na Câmara
"Tomara que tenha um ataque cardíaco", diz deputado Gilvan da Federal sobre Lula - (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Uma declaração do deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) provocou forte repercussão e clima de tensão durante a reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira (8/4). O parlamentar, que relatava um projeto de lei, afirmou durante seu discurso que “quer ver o presidente Lula morto”.

O episódio aconteceu durante a discussão do Projeto de Lei 4.012/2023, proposta que pretende desarmar os agentes de segurança do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e também dos ministros de Estado. O texto, relatado por Gilvan, gerou embate com deputados da oposição.

Durante o debate, o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) questionou a proposta, apontando possíveis inconstitucionalidades e pedindo que Gilvan apresentasse argumentos técnicos que justificassem o projeto. Foi nesse contexto que o parlamentar do PL começou a direcionar críticas duras ao presidente Lula e, em seguida, externou o desejo pela morte do chefe do Executivo.

Você pediu argumentos técnicos. O ‘descondenado’ do Lula já disse que quem usa arma é um covarde. Ele já disse isso, que quem compra arma é covarde. Então, as seguranças dele são covardes, porque estão armados”, afirmou Gilvan.

Ainda durante sua fala, o deputado ressaltou que considera que a vida de qualquer cidadão comum é tão importante quanto a do presidente da República ou de seus ministros. Ele citou trabalhadores em geral como exemplo.

E eu sigo a linha do deputado Paulo Bilynskyj. A vida de um pedreiro, de um gari, de um comerciante, de um advogado, não é menos importante do que desse ‘descondenado’. Se ele quer desarmar o cidadão de bem, se o ministro da Injustiça, que é Lewandowski, quer desarmar o cidadão de bem, que eles andem desarmados sem segurança. A vida deles não é mais importante do que um trabalhador”, afirmou.

Em seguida, Gilvan elevou o tom de suas declarações e passou a ofender diretamente Lula, chegando a desejar a sua morte. “E dizer mais. Você falou aí que a morte do Lula, do Alexandre de Moraes, essa loucura, que ninguém tem provas. Mas eu vou te falar, por mim, eu quero mais que o Lula morra. Eu quero que ele vá para o quinto dos infernos. É um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar o cara, mas eu quero que ele morra. Que vá para o quinto dos infernos. Porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que tenha um ataque cardíaco. Porque nem o diabo quer…”, disparou.

Projeto de Lei 4.012/2023 quer desarmar seguranças de Lula e ministros

O projeto relatado por Gilvan da Federal tramita na Comissão de Segurança Pública da Câmara e trata de um tema sensível: o armamento dos seguranças que atuam na proteção do presidente e de ministros de Estado. A proposta tem gerado polêmica entre parlamentares e especialistas, principalmente após as declarações de Gilvan.

Segundo o relator, o projeto surgiu após falas de Lula criticando o uso de armas por cidadãos comuns. O presidente, em diversas ocasiões, declarou que “quem gosta de arma não gosta de gente” e que “quem anda armado é covarde”. Essas declarações foram usadas por Gilvan como justificativa para a elaboração do texto que busca restringir o uso de armas pelos agentes que fazem a segurança do próprio presidente.

A fala do deputado do PL provocou reações imediatas de parlamentares aliados ao governo e também da oposição. O deputado Pastor Henrique Vieira, que contestou o projeto, classificou o episódio como grave e cobrou providências.

O caso ainda deve gerar debates nos próximos dias dentro da Câmara dos Deputados e em outras esferas políticas, diante da gravidade das declarações feitas em sessão oficial da Casa.

 

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