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Zema defende rever programas sociais e diz que benefícios estão criando “geração de imprestáveis”

Pré-candidato também defendeu a criação de uma alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), baseada no pagamento por horas trabalhadas.
Romeu Zema
O pré-candidato à Presidência, o ex-governador Romeu Zema - Crédito: Gabriel Pinheiro / CNI

Resumo da Notícia

  • Romeu Zema defendeu a revisão de critérios de permanência em programas sociais como o Bolsa Família.
  • O pré-candidato propôs retirar o benefício de quem recusar vagas de emprego formal ou cursos de capacitação.
  • Zema sugeriu um prêmio de R$ 5 mil para beneficiários que ingressarem no mercado de trabalho formal.
  • O ex-governador criticou o modelo atual, afirmando que os auxílios criam dependência contínua.
  • Ele também defendeu uma alternativa à CLT baseada no pagamento por horas trabalhadas e se posicionou sobre o fim da escala 6x1.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta segunda-feira (22) uma mudança nos critérios dos programas sociais do governo federal. Em evento com empresários da indústria, em Brasília, ele afirmou que benefícios como o Bolsa Família estariam alimentando uma dependência contínua da assistência pública.

A fala ocorreu durante o encontro Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ao tratar da dificuldade de contratação de mão de obra, Zema disse que, em um eventual governo, pretende retirar o benefício de pessoas que recusarem vagas formais ou capacitação profissional.

Muitos aqui devem estar enfrentado dificuldades para contratar mão de obra. Para mim, quem teve duas ou três ofertas de emprego formal, negou, não quer fazer curso, não deve receber benefício social.”

Na crítica ao modelo atual, Zema afirmou que os programas sociais estariam criando uma “geração de imprestáveis” e transmitindo a dependência de assistência “de pai para filho”. O pré-candidato não defendeu o fim dos benefícios, mas disse que pretende rever as regras de permanência.

A proposta apresentada por ele passa pela exigência de contrapartidas. Além da perda do auxílio em caso de recusa de emprego ou curso, Zema também afirmou que pretende estabelecer condições específicas para que homens continuem aptos a receber determinados benefícios.

Prêmio para quem sair do benefício

O pré-candidato também sugeriu um incentivo financeiro para estimular a entrada de beneficiários no mercado formal. Uma das ideias citadas foi a criação de um prêmio de R$ 5 mil para quem deixar programas sociais após conseguir emprego com carteira assinada.

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Segundo Zema, parte dos trabalhadores prefere permanecer na informalidade para não perder acesso a auxílios. Ele afirmou que tem ouvido esse relato de empresários em diferentes regiões do país durante agendas de pré-campanha.

Escala 6×1 e alternativa à CLT

No mesmo evento, Zema comentou a proposta de fim da escala 6×1, em debate no Congresso Nacional. Ele defendeu a criação de uma alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), baseada no pagamento por horas trabalhadas.

Para o pré-candidato, a mudança poderia abrir espaço para relações de trabalho mais flexíveis. A declaração foi feita no mesmo contexto em que ele associou programas sociais, informalidade e dificuldade de contratação relatada por empresários.

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