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Zema diz que mulheres têm “outras atribuições em casa” ao defender empregos para homens

Romeu Zema defendeu empregos para homens jovens, criticou programas sociais, propôs prêmio para saída do Bolsa Família e prometeu privatizações.
Romeu Zema
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • Romeu Zema defendeu a criação de empregos para homens jovens, citando "outras atribuições em casa" para mulheres.
  • O pré-candidato criticou programas sociais, classificando-os como "populistas" e "paternalistas".
  • Propôs um "prêmio" de R$ 5 mil para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego formal.
  • Questionou a PEC que prevê o fim da escala 6x1, afirmando que a população está mais focada na sobrevivência financeira.
  • Defendeu a privatização de estatais para reduzir a dívida pública e financiar infraestrutura.
  • Mencionou a necessidade de reformas, incluindo mudanças na Previdência, e criticou gastos do governo Lula.

O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (22) a geração de empregos para homens jovens e associou a diferença entre homens e mulheres às responsabilidades familiares e domésticas. A declaração foi dada em Brasília, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com presidenciáveis.

Ao falar sobre mercado de trabalho, informalidade e programas sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que sua experiência de diálogo ocorre principalmente com homens.

Primeiro, eu lido muito com homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens”, disse o pré-candidato do Novo.

A fala ocorreu no mesmo evento em que Zema voltou a criticar o modelo atual de benefícios sociais. Ele classificou a política do governo federal como “populista” e “paternalista” e afirmou que parte da população jovem estaria se acomodando ao receber assistência pública.

Bolsa Família, emprego formal e prêmio de R$ 5 mil

Zema defendeu a criação de um mecanismo para estimular beneficiários do Bolsa Família a entrarem no mercado formal. A proposta citada por ele prevê um “prêmio” de R$ 5 mil para quem deixar o programa após conseguir emprego com carteira assinada.

Segundo o pré-candidato, o valor seria compensado depois com impostos e contribuições pagos pelo trabalhador celetista.

As regras atuais do Bolsa Família, porém, não impedem que o beneficiário esteja empregado. O critério para permanência ou corte do programa é a renda familiar mensal.

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Nós temos que incentivar as pessoas saírem [do Bolsa Família], nós temos de criar algum mecanismo, porque hoje as pessoas estão se recusando [a trabalhar], elas querem ficar nessa zona de conforto que se criou e isso perpetua uma geração que, eu tenho denominado, quase que de imprestáveis, porque daqui a cinco, dez anos ninguém se qualificou, ninguém está preparado para o mercado de trabalho, cada vez que demanda mais conhecimento”, acrescentou Zema.

Escala 6×1 também entrou na fala

Durante o encontro, Zema também foi questionado sobre a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e estabelece limite de 40 horas semanais. O ex-governador afirmou que parte da população está mais voltada à sobrevivência financeira do que ao acompanhamento de debates trabalhistas.

Temos um povo que muitas vezes não é tão crítico porque tá tão apertado, precisando trabalhar tanto para pagar as contas e as dívidas que deixa esse tipo de coisa de lado”, enfatizou.

No evento, a CNI apresentou aos presidenciáveis uma agenda da indústria para o país. O documento inclui a revisão de programas e benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da revisão ou extinção do abono salarial.

A entidade também criticou o arcabouço fiscal aprovado em 2023. Segundo a avaliação apresentada, a regra não teria sido suficiente para conter o crescimento dos gastos e controlar a dívida pública, que chegou a 78,6% do PIB em 2025.

Privatizações e críticas ao governo Lula

Ao tratar da dívida pública, Zema defendeu a venda de empresas estatais como caminho para reduzir débitos federais e financiar infraestrutura. Ele também mencionou uma suposta “gastança” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e falou na necessidade de reformas, incluindo mudanças na Previdência.

Não existe vaca sagrada quando se diz respeito a estatal […] No Brasil vou privatizar tudo também. Nós não vamos perder essa oportunidade e aplicar esse recurso para abater a dívida e investir em infraestrutura. Hoje nós temos estatais que são estratégicas apenas para os políticos”, enfatizou.

Em pré-campanha, Zema tem buscado apoio de setores econômicos em diferentes regiões do país. De acordo com o Jota, ele esteve nos últimos dias em Pernambuco para conhecer representantes do setor têxtil e pretende cumprir novas agendas no interior de São Paulo e em outros estados do Nordeste.

O pré-candidato do Novo tenta se colocar como uma alternativa no campo da direita. Ele também não descartou uma aliança com Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, em um eventual segundo turno.

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