Resumo da Notícia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os quatro cenários de segundo turno testados pela nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho. A vantagem do atual mandatário varia de oito a 12 pontos percentuais em confrontos diretos contra os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. O desempenho reflete uma trajetória de melhora na avaliação da gestão petista após o anúncio de medidas econômicas estratégicas pelo governo federal.
No cenário que aponta o confronto mais polarizado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro. Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou afirmaram que não pretendem comparecer às urnas somam 14%, enquanto 4% continuam indecisos. Em comparação com o levantamento de junho, quando o placar era de 44% a 38%, o presidente oscilou positivamente um ponto e o senador fluminense recuou um, fazendo com que a distância entre os dois passasse de seis para oito pontos percentuais.
A pouco menos de três meses do primeiro turno, o cenário eleitoral começa a dar sinais de cristalização. De acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados declararam que a sua decisão de voto atual já é definitiva, restando apenas 35% de eleitores que admitem a possibilidade de mudar de ideia até o dia da votação.
Apesar de liderarem a corrida, os dois principais pré-candidatos também carregam as maiores taxas de rejeição do eleitorado, reflexo da forte divisão política do país:
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- Flávio Bolsonaro: Registra 57% de rejeição nacional.
- Lula: Apresenta taxa de rejeição na casa dos 50%.
Esse fator se deve, em grande parte, ao alto índice de conhecimento de ambas as figuras públicas junto ao eleitorado brasileiro. Em contrapartida, os concorrentes de terceira via ainda enfrentam barreiras severas de desconhecimento. Cerca de 44% dos entrevistados afirmam não saber quem é Ronaldo Caiado, 50% desconhecem Romeu Zema e 77% declaram não conhecer o senador Renan Santos.
Os confrontos diretos simulados para o segundo turno
Além do embate direto contra o principal herdeiro político do bolsonarismo, o instituto de pesquisas testou a força eleitoral do atual presidente contra outros três potenciais nomes da oposição de centro e de direita.
Confira abaixo o desempenho detalhado de cada simulação de segundo turno:
Cenário de 2º Turno: Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula: 45% (eram 44% em junho e 42% em maio)
- Flávio Bolsonaro: 37% (eram 38% em junho e 41% em maio)
- Brancos, nulos ou abstenções: 14%
- Não sabem ou não responderam: 4%
Cenário de 2º Turno: Lula x Ronaldo Caiado
- Lula: 45% (era 44% em junho)
- Ronaldo Caiado: 36% (era 35% em junho)
- Brancos, nulos ou abstenções: 15%
- Não sabem ou não responderam: 4%
Cenário de 2º Turno: Lula x Romeu Zema
- Lula: 45% (era 44% em junho)
- Romeu Zema: 35% (era 37% em junho)
- Brancos, nulos ou abstenções: 16%
- Não sabem ou não responderam: 4%
Cenário de 2º Turno: Lula x Renan Santos
- Lula: 45%
- Renan Santos: 33% (era 31% em junho)
- Brancos, nulos ou abstenções: 18%
- Não sabem ou não responderam: 4%
Números do primeiro turno e a percepção do eleitorado
Em uma eventual simulação de primeiro turno com todas as forças políticas em campo, a liderança de Lula se mantém estável com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro aparece posicionado em segundo lugar, somando 28%. Os demais candidatos figuram em patamares distantes na disputa de primeiro turno:
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
A melhora gradativa na aprovação de Lula — que voltou a superar numericamente a curva de desaprovação pela primeira vez desde o final de 2024 — é diretamente associada pelos analistas aos pacotes econômicos promovidos pelo Planalto. Um dos maiores destaques que ajudou a recuperar a popularidade foi o andamento do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil, amplamente aprovado pelas classes de menor faixa de renda.
Fatores políticos que movimentam os bastidores das campanhas
Apesar do otimismo no quartel-general governista, a campanha do atual presidente enfrenta desafios sensíveis de imagem. Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados avaliam de forma negativa o impacto das recentes investigações judiciais envolvendo o senador governista Jaques Wagner, apontando que o caso pode prejudicar o desempenho eleitoral do presidente.
Do lado da oposição, a fragmentação interna tem cobrado o seu preço. O senador Flávio Bolsonaro apresentou perda de tração e de apoio político entre os eleitores da chamada “direita não bolsonarista” nos últimos meses. Além disso, as disputas internas familiares e partidárias repercutiram junto à população: 42% dos respondentes afirmaram concordar com o posicionamento de Michelle Bolsonaro em episódios recentes de divergências públicas com o enteado.
O levantamento foi realizado de forma presencial e individual pelo instituto Quaest, entrevistando 2.004 eleitores com idade a partir de 16 anos em todas as regiões brasileiras. As entrevistas ocorreram entre os dias 10 e 13 de julho de 2026.
A margem de erro máxima admitida é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança estatística de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está sob registro público no sistema do Tribunal Superior Eleitoral sob o código identificador BR-07181/2026.
