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Caiado diz que Flávio Bolsonaro perdeu força em disputa direta com Lula

Pré-candidato do PSD afirma que a direita deve escolher o nome com mais força em eventual segundo turno contra o presidente.
Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado - Créditos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Resumo da Notícia

  • Ronaldo Caiado afirmou ao NeoFeed que Flávio Bolsonaro “perdeu a chance” de vencer Lula em uma eventual disputa presidencial.
  • O pré-candidato do PSD disse que a direita deve escolher o nome com mais condições de derrotar Lula no segundo turno.
  • Caiado citou pesquisas para dizer que se aproxima mais de Lula em cenários de segundo turno e que Flávio vem se distanciando do presidente.
  • A pesquisa Quaest citada mostra Lula com 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno; no primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio 29% e Caiado 3%.
  • Caiado também criticou a polarização entre PT e PL e afirmou que os dois partidos “se alimentam” politicamente.

Ronaldo Caiado elevou o tom na disputa interna da direita pela sucessão presidencial. Em entrevista ao NeoFeed nesta quinta-feira (18), o ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) “perdeu a chance de poder ganhar essa eleição” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada quando Caiado foi questionado sobre como pretende unir a direita e, ao mesmo tempo, se diferenciar do senador do PL, que aparece à frente de outros nomes do campo conservador nas pesquisas eleitorais.

O argumento de Caiado é que a escolha de uma candidatura da direita deveria considerar, principalmente, quem teria mais condições de derrotar Lula em um eventual segundo turno. Ele citou pesquisas para sustentar que, em sua leitura, Flávio vem perdendo força no confronto direto com o presidente.

Eu estou aqui interpretando o que as pesquisas estão mostrando. Ou seja, se o Caiado for para o segundo turno, se eu for para o segundo turno, sou a pessoa que todas as pesquisas mais me aproximo do Lula e em uma delas eu empatei com o Lula no segundo turno”, disse.

Na sequência, Caiado afirmou que a sucessão de levantamentos teria deixado claro um desgaste do senador do PL no cenário de segundo turno.

Então eu diria a você que essa sucessão de pesquisas deixou bem claro que o Flávio perdeu a chance de poder ganhar essa eleição. Ele, no segundo turno, vai se distanciando do Lula e o Lula vai cada vez aumentando essa distância”, completou.

Caiado tenta se apresentar como nome competitivo contra Lula

O pré-candidato do PSD insistiu que não basta levar um nome da direita ao segundo turno se esse candidato, segundo sua avaliação, estiver ampliando a distância em relação a Lula.

Eu acho que o cidadão, analisando e vendo, [percebe] que não adianta você posicionar um candidato no segundo turno, sendo que no segundo turno cada vez mais o Lula vem se distanciando do Flávio Bolsonaro”, declarou.

Caiado também apresentou sua própria candidatura como uma alternativa mais adequada para disputar contra o PT.

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Se o objetivo é ganhar a eleição do PT, eu vejo que a minha candidatura tem neste momento um perfil muito mais adequado para poder ir com enfrentamento com o Lula no segundo turno”, disse.

A fala coloca Caiado em uma posição de confronto direto com o PL. Ao mesmo tempo em que tenta se apresentar como opção de unidade, ele questiona a capacidade eleitoral do nome que hoje aparece mais bem posicionado dentro da direita.

Quaest mostra Lula à frente de Flávio em segundo turno

A pesquisa Quaest citada no material mostra Lula com seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O presidente aparece com 44%, contra 38% do senador do PL.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio Bolsonaro aparece com 29%, e Caiado registra 3%.

Os dados da Quaest também apontam perda de apoio de Flávio entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste. Segundo o levantamento citado, esses recortes ajudam a explicar a mudança no cenário de segundo turno, no qual Lula passou a abrir vantagem sobre o senador.

Caiado usa esse conjunto de dados para defender que a direita não deve olhar apenas para a largada do primeiro turno, mas para a viabilidade de uma candidatura na etapa decisiva da eleição.

Crítica à polarização entre PT e PL

Na entrevista, Caiado também criticou a polarização entre PT e PL. Para ele, os dois partidos se beneficiam politicamente da manutenção desse embate.

O PT e o PL conseguiram montar uma situação política onde um se alimenta do outro”, afirmou. “Isto cria como se fosse um campeonato, um jogo de revanche.”

O pré-candidato disse ainda que a eleição precisa discutir quem tem melhores condições de governar o país, e não apenas reproduzir uma disputa marcada por rivalidade partidária.

Uma eleição é um jogo que tem que mostrar quem tem as melhores condições, quem tem qualificações para poder assumir a Presidência da República. Eu não vou aprender a governar na Presidência da República”, disse.

A declaração reforça a estratégia de Caiado de se apresentar como um nome com experiência administrativa e capacidade de gestão. Ao mesmo tempo, o discurso busca afastar sua candidatura da lógica de revanche entre PT e PL, embora o próprio pré-candidato tenha feito críticas diretas ao desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro.

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