Resumo da Notícia
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou o Partido Novo de “papel higiênico da esquerda” nesta terça-feira (26/5), em publicação na rede X. A reação ocorreu depois de novas críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio ao desgaste político provocado pela relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração de Eduardo amplia a troca pública de ataques entre Zema e integrantes da família Bolsonaro. Nos últimos dias, o pré-candidato do Novo passou a explorar politicamente o episódio envolvendo Flávio e Vorcaro, enquanto filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram com críticas diretas ao ex-governador mineiro.
No X, Eduardo comentou uma publicação de um usuário que acusava o Novo de atuar “no ataque contra o Bolsonarismo, provocam desgaste e ajudam o PT”. Em resposta, o ex-deputado escreveu: “Por isso digo que são ‘papel higiênico da esquerda’”.
Na mesma manifestação, Eduardo defendeu que o PL reveja acordos com o Novo enquanto Zema mantiver a postura crítica ao bolsonarismo.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
“Querem alianças regionais para eleger os seus e em troca agem contra a chance do bolsonarismo ter a Presidência, impedindo o crescimento do movimento. O objetivo principal é buscar um enfraquecimento do movimento para se apresentar como solução em substituição ao bolsonarismo. Enquanto perdurar essa postura baixa do Romeu Zema, o PL deveria romper os acordos com o Novo e cada um seguir seu rumo, como demonstra seu partidário nos discursos“, completou.
O novo ataque de Eduardo veio um dia depois de Zema voltar a criticar Flávio Bolsonaro durante evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo. Na ocasião, o ex-governador associou o desgaste do senador ao risco de uma nova derrota da direita para o PT nas eleições presidenciais.
Zema afirmou estar “muito preocupado” com os efeitos políticos do episódio envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro. Para ele, a crise pode comprometer o desempenho do campo da direita em 2026.
“Essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente, vai estar entregando a eleição para o Lula”, declarou.
A fala elevou a tensão com o entorno de Jair Bolsonaro. Antes de Eduardo, Carlos Bolsonaro (PL) já havia atacado Zema nas redes sociais. Na segunda-feira (25/5), o ex-vereador chamou o ex-governador de “baixo” e afirmou que houve tentativa de reaproximação entre os dois grupos, mas que, “na primeira oportunidade vem mais uma facada”.
Carlos também sugeriu uma atuação coordenada de aliados de Zema contra Flávio e afirmou que a postura do mineiro pode levar à desintegração do Novo.
Relação entre Flávio e Vorcaro virou foco da disputa
O embate ganhou força após revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Mensagens e áudios vazados indicaram interlocução direta entre o senador e o banqueiro, incluindo pedidos de recursos para financiar uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio admitiu o contato, mas afirmou que buscava patrocínio privado para o projeto e negou irregularidades.
Desde então, Zema passou a abordar o tema em entrevistas e nas redes sociais. Em uma das manifestações, classificou a relação entre Flávio e Vorcaro como “um tapa na cara dos brasileiros de bem” e apontou incoerência entre o discurso da direita e a busca de apoio junto a um banqueiro investigado.
A reação da família Bolsonaro também incluiu outro ataque de Eduardo nos últimos dias. O ex-deputado divulgou uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao diretório do Novo em Minas Gerais durante as eleições de 2022, quando Zema disputou a reeleição.
Disputa expõe fissura na direita
A troca de acusações evidencia uma disputa mais ampla dentro da direita em torno da sucessão presidencial. De um lado, Zema tenta se posicionar como alternativa ao bolsonarismo, explorando o desgaste de Flávio. De outro, integrantes da família Bolsonaro reagem para conter a narrativa de que o senador se tornou um risco eleitoral para o campo conservador.
O ponto central do embate é a leitura sobre quem teria mais condições de enfrentar o PT em 2026. Enquanto Zema sustenta que a candidatura de Flávio pode facilitar a reeleição de Lula, Eduardo Bolsonaro acusa o Novo de enfraquecer o bolsonarismo e favorecer a esquerda.
A crise também coloca em xeque eventuais alianças regionais entre PL e Novo. Eduardo defendeu abertamente que o PL rompa os acordos com a legenda de Zema enquanto o ex-governador mantiver o tom de confronto.
O que está em jogo na briga entre Eduardo Bolsonaro e Zema
- Eduardo Bolsonaro chamou o Partido Novo de “papel higiênico da esquerda” ao reagir às críticas feitas por Romeu Zema contra Flávio Bolsonaro.
- A declaração ocorreu depois de Zema afirmar que eleitores de Flávio poderiam estar, “muito provavelmente”, entregando a eleição para Lula.
- Carlos Bolsonaro também atacou Zema nas redes sociais e classificou a postura do ex-governador como “baixa”, em mais um capítulo da tensão entre o Novo e a família Bolsonaro.
- O embate começou a se intensificar após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, caso que passou a ser usado por Zema para questionar o senador.
- Eduardo também citou uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro ao diretório do Novo em Minas Gerais nas eleições de 2022, quando Zema concorreu à reeleição.
