Resumo da Notícia
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (13), mostra que 55% dos brasileiros acreditam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão envolvidos no caso Master.
Segundo o levantamento, outros 4% dizem não acreditar que os integrantes da Corte tenham ligação com o episódio, enquanto 10% afirmam não saber se há ou não envolvimento dos ministros. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre 7 e 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o registro no TSE é o BR-03770/2026.
O levantamento também mediu o grau de conhecimento da população sobre o tema. Segundo a pesquisa, quase 70% dos entrevistados afirmam ter conhecimento ou, ao menos, já ter ouvido falar sobre os escândalos de fraudes financeiras do Banco Master e sobre a ligação de Daniel Vorcaro, dono da instituição, com autoridades e figuras da política brasileira, incluindo ministros do STF.
Já os que responderam não ter nenhum conhecimento sobre o assunto correspondem a 30% da população.
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Como o STF entrou no centro do caso Master
O Supremo passou a aparecer no centro do caso após a revelação de que Viviane Barci de Moraes, advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes, manteve um contrato milionário com o Banco Master. O episódio ganhou novo peso com a informação de que também houve trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.
Em outra frente, uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco, como revelou o Estadão. Depois da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, posteriormente, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.
O material também cita que o Master e a empresa JBS repassaram R$ 18 milhões a uma consultoria que fez pagamentos ao filho do ministro Kassio Nunes Marques.
Crise já chegou ao Senado e pressiona o Supremo
Hoje, existem 97 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo aguardando andamento no Senado. Somente neste ano, foram protocoladas 11 petições: seis contra Alexandre de Moraes e cinco contra Dias Toffoli. Os ministros da Corte consideram a situação grave, mas ainda não têm um plano para debelar a crise.
Código de conduta aparece como alternativa em discussão
Uma das alternativas apontadas para reduzir a desconfiança da população em relação ao tribunal é a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores, especialmente para os integrantes do STF.
O presidente do Supremo, Edson Fachin, afirmou em entrevista ao Estadão que está se inspirando em códigos de ética de tribunais de outros países para tentar enquadrar a questão brasileira.
