Datafolha: 55% dos brasileiros acreditam que ministros do STF estão envolvidos no caso Master

O nome do STF entrou no centro do caso após a revelação de que a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, manteve contrato milionário com o banco Master.
STF forma maioria pela responsabilização das redes sociais
© Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • Pesquisa Datafolha indica que 55% dos brasileiros acreditam no envolvimento de ministros do STF no caso Master.
  • Apenas 4% não creem na ligação, enquanto 10% afirmam não saber sobre o envolvimento dos ministros.
  • Quase 70% da população tem conhecimento sobre as fraudes financeiras do Banco Master e a conexão de Daniel Vorcaro com autoridades.
  • O STF entrou no centro do caso após revelações sobre contratos da mulher de Alexandre de Moraes e trocas de mensagens com Daniel Vorcaro.
  • Uma empresa ligada a Dias Toffoli teria recebido dinheiro de um fundo do banco, e o filho de Kassio Nunes Marques também foi citado.
  • A crise já resultou em 97 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo aguardando andamento no Senado.
  • A criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores é discutida como alternativa para restaurar a confiança.
Continua após o anúncio

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (13), mostra que 55% dos brasileiros acreditam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão envolvidos no caso Master.

Segundo o levantamento, outros 4% dizem não acreditar que os integrantes da Corte tenham ligação com o episódio, enquanto 10% afirmam não saber se há ou não envolvimento dos ministros. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre 7 e 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o registro no TSE é o BR-03770/2026.

O levantamento também mediu o grau de conhecimento da população sobre o tema. Segundo a pesquisa, quase 70% dos entrevistados afirmam ter conhecimento ou, ao menos, já ter ouvido falar sobre os escândalos de fraudes financeiras do Banco Master e sobre a ligação de Daniel Vorcaro, dono da instituição, com autoridades e figuras da política brasileira, incluindo ministros do STF.

Continua após o anúncio

Já os que responderam não ter nenhum conhecimento sobre o assunto correspondem a 30% da população.

Como o STF entrou no centro do caso Master

O Supremo passou a aparecer no centro do caso após a revelação de que Viviane Barci de Moraes, advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes, manteve um contrato milionário com o Banco Master. O episódio ganhou novo peso com a informação de que também houve trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.

Continua após o anúncio

Em outra frente, uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco, como revelou o Estadão. Depois da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, posteriormente, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.

Cobertura relacionadaMoraes suspende lei que poderia reduzir pena de Bolsonaro e condenados pelo 8 de janeiro

O material também cita que o Master e a empresa JBS repassaram R$ 18 milhões a uma consultoria que fez pagamentos ao filho do ministro Kassio Nunes Marques.

Crise já chegou ao Senado e pressiona o Supremo

Hoje, existem 97 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo aguardando andamento no Senado. Somente neste ano, foram protocoladas 11 petições: seis contra Alexandre de Moraes e cinco contra Dias Toffoli. Os ministros da Corte consideram a situação grave, mas ainda não têm um plano para debelar a crise.

Código de conduta aparece como alternativa em discussão

Uma das alternativas apontadas para reduzir a desconfiança da população em relação ao tribunal é a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores, especialmente para os integrantes do STF.

O presidente do Supremo, Edson Fachin, afirmou em entrevista ao Estadão que está se inspirando em códigos de ética de tribunais de outros países para tentar enquadrar a questão brasileira.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.