Celso de Mello critica Senado por rejeitar Messias ao STF e fala em “grave equívoco institucional”

O ex-ministro, que atuou no STF entre 1989 e 2020, classificou a votação como injustificável e afirmou que o entendimento do Senado não está de acordo com a trajetória profissional do advogado-geral da União.
Ministro aposentado do STF, Celso de Mello
Ministro aposentado do STF, Celso de Mello - © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • Celso de Mello, ministro aposentado do STF, criticou a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.
  • Segundo Mello, a rejeição representa um "grave equívoco institucional" e uma perda para a Corte.
  • Ele argumentou que Jorge Messias possuía todos os requisitos constitucionais para o cargo.
  • A indicação de Messias foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Luís Roberto Barroso.
  • O Senado barrou o nome do advogado-geral da União, impedindo sua posse no Supremo.
  • Mello destacou a trajetória profissional de Messias e a qualificação do jurista.
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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou nesta quarta-feira (29) que o Senado Federal cometeu um “grave equívoco institucional” ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte.

A manifestação ocorreu após o plenário barrar o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Em nota à imprensa, Celso de Mello classificou a decisão do Senado como injustificável e afirmou que ela não corresponde à trajetória profissional do advogado-geral da União.

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Trata-se de grave equívoco institucional, pois o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte, disse Mello.

A avaliação do ministro aposentado coloca o debate no campo institucional. Para ele, Messias cumpria os requisitos constitucionais necessários para assumir uma vaga no Supremo.

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Ministro aposentado vê decisão como perda para o Supremo

Celso de Mello também afirmou que não havia causa legítima para o Senado rejeitar a indicação feita por Lula. O ministro aposentado, que integrou o STF entre 1989 e 2020, disse que o tribunal perdeu a chance de receber um nome qualificado.

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Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal. Perdeu-se a oportunidade de incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito, completou.

A fala reforça a discordância de Celso de Mello em relação ao resultado da votação, mas também preserva o foco no perfil jurídico e institucional de Messias.

No início da noite desta quarta-feira (29), o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. Ele havia sido escolhido por Lula para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Com a rejeição, Messias não assume a cadeira no Supremo. A manifestação de Celso de Mello se soma às reações públicas ao resultado e trata a decisão como um erro institucional, especialmente diante da avaliação de que o advogado-geral reunia os requisitos exigidos pela Constituição.

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