Resumo da Notícia
O pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, afirmou que a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi “o melhor governo dos últimos 20 anos aqui no nosso Estado”.
A declaração foi dada em entrevista à TV Band RN, na qual o ex-secretário de Tributação e depois de Fazenda apresentou segurança pública, equilíbrio fiscal, saúde e educação como pilares do discurso de continuidade do grupo político no comando do Estado.
A fala não veio solta. Cadu vinculou a avaliação a uma comparação direta com o cenário anterior a 2019 e disse que o Rio Grande do Norte deixou para trás uma fase marcada por atraso salarial, colapso na segurança e crise administrativa. “O Rio Grande do Norte até 2018 era terra de salários atrasados, de polícia aquartelada, de rebeliões em presídios, e hoje a gente vive um momento completamente diferente”, afirmou.
Segurança pública virou o principal argumento da pré-candidatura
Entre todos os pontos citados, Cadu apontou a segurança pública como o maior legado da atual gestão. “Eu tenho convicção de que o maior legado do governo da professora Fátima é a segurança pública”, declarou.
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Para sustentar a afirmação, ele disse que Natal é hoje a capital mais segura do Nordeste e que o Rio Grande do Norte está entre os quatro estados mais seguros do país. Na mesma linha, afirmou que a realidade atual rompe com o passado recente. “Saímos de um estado que vivia com a polícia aquartelada, porque os policiais não recebiam salário. Um estado que tinha rebeliões nos presídios, e hoje isso não existe mais”, disse.
Cadu também relacionou esse resultado a medidas adotadas ao longo do governo. “Nós tivemos mais de 5 mil profissionais de segurança pública contratados no governo da professora Fátima através de concurso público”, afirmou.
Em seguida, acrescentou que houve “investimento forte em equipamentos, armamentos e coletes” e renovação da frota. “As viaturas do nosso estado são todas novas”, disse. Segundo ele, a integração entre as forças também foi decisiva: “Essa integração fez com que a gente estivesse hoje em outro patamar.”
Pré-candidato usa números fiscais para defender gestão
Ao tratar da área econômica, Cadu tentou ligar responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo. Segundo ele, o Estado saiu de um quadro de forte comprometimento da receita com despesas de pessoal para uma situação mais equilibrada.
“Em dezembro de 2018, o Rio Grande do Norte comprometia 63% da sua receita com gasto com pessoal. Hoje, nós já estamos na casa dos 56%, ou seja, uma queda de mais de 7 pontos percentuais”, afirmou.
No mesmo bloco, ele destacou a regularização da folha e a relação do governo com o servidor. “O Estado paga o seu servidor em dia, valoriza o servidor”, pontuou.
Saúde e educação também entraram no discurso de continuidade
Na saúde, Cadu reconheceu dificuldades, mas afirmou que a estrutura atual é melhor do que a encontrada antes de 2019. “Hoje, no governo da professora Fátima, nós temos o dobro de leito de UTI que a gente tinha antes”, disse.
Ele também citou ampliação de cirurgias eletivas e melhorias em hospitais regionais. Na avaliação dele, “se você comparar a saúde pública do Rio Grande do Norte de hoje com a de 2018, a situação é muito melhor do que a que a gente tinha antes”.
O pré-candidato ainda defendeu a manutenção da regionalização. “A gente tem que continuar esse processo de regionalização da saúde, não dá para a gente concentrar a saúde nos grandes centros”, afirmou. Em seguida, completou: “A gente tem que continuar esse processo de fortalecimento da saúde regional para que a saúde esteja próxima do povo.”
Na educação, ele reconheceu dificuldades, sobretudo na alfabetização, mas distribuiu a responsabilidade com os municípios. “A alfabetização está na obrigação do município”, disse.
Ao mesmo tempo, listou ações do governo estadual: “Nós temos hoje o triplo de alunos matriculados no ensino integral do que existia antes. Nós temos mais de 100 escolas reformadas, temos todas as escolas do Estado conectadas e mais de 29 mil Chromebooks distribuídos. Nós temos a construção dos 10 Ierns”.
Sobre o desempenho educacional, acrescentou: “A gente espera um resultado do Ideb trazendo o Rio Grande do Norte para um patamar intermediário.”
Cadu minimiza desgaste e aposta na memória de 2022
Mesmo com pesquisas apontando desgaste das gestões estadual e federal, Cadu afirmou que o grupo tem o que mostrar. “Seria arriscado se a gente não tivesse entregas para apresentar”, disse. Ele citou a reeleição de Fátima como exemplo de que desaprovação não encerra disputa. “Em 2022, a governadora Fátima enfrentava também um quadro de desaprovação e foi eleita no primeiro turno”, afirmou.
Ao fim da entrevista, amarrou o discurso político à defesa da continuidade administrativa. “A gente está colocando o nome à disposição com muita firmeza para defender o legado do governo da professora Fátima e apontar um futuro de mais desenvolvimento, geração de emprego e renda para o nosso povo”, declarou.
