Resumo da Notícia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 28 de fevereiro, que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu após a ofensiva militar conjunta lançada por Washington e Tel Aviv contra alvos iranianos. A informação também foi tratada como plausível por fontes israelenses e por uma autoridade de inteligência americana ouvidas pela CBS News. Até o fim do dia, porém, o governo iraniano não havia confirmado oficialmente a morte de Khamenei, e a Reuters registrava a existência de negação por parte de Teerã.
Trump anunciou a suposta morte em rede social, classificando Khamenei como um dos personagens mais perversos da história e afirmando que os bombardeios “pesados e de precisão” continuarão ao longo da semana, ou pelo tempo que considerar necessário. Em entrevistas a emissoras americanas, o presidente também disse que grande parte da liderança iraniana responsável pelas decisões estratégicas “já não existe mais” e pediu que militares iranianos depusessem as armas, ao mesmo tempo em que incentivou civis a se levantarem contra o regime.
Antes da fala de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia declarado que havia “sinais crescentes” de que Khamenei estaria “fora de cena” após a operação. A CBS também informou que uma emissora israelense noticiou que Netanyahu teria recebido uma imagem do corpo do líder iraniano. Ainda assim, o ponto central da cobertura internacional neste momento é a falta de confirmação oficial do Irã, o que mantém a notícia no campo de alta sensibilidade política e militar.
A crise não ficou restrita ao anúncio. O Irã respondeu com ataques retaliatórios, e os serviços de emergência de Israel informaram que uma mulher morreu e 121 pessoas ficaram feridas em ataques iranianos com mísseis, incluindo um impacto na região de Tel Aviv. Ao mesmo tempo, o Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência, na qual o secretário-geral António Guterres alertou que tudo precisa ser feito para evitar uma escalada ainda maior.
No debate diplomático, o tom foi de choque e acusação mútua. O embaixador iraniano na ONU classificou os ataques como crime de guerra e crime contra a humanidade, afirmando que centenas de civis teriam sido mortos ou feridos. Do lado israelense, o embaixador Danny Danon sustentou que a ação foi necessária para conter uma ameaça existencial e disse que a operação mira o regime, não o povo iraniano.
A eventual morte de Khamenei, se confirmada de forma oficial, abrirá uma das maiores crises institucionais da história recente do Irã. Aos 86 anos, ele ocupava o posto de líder supremo desde 1989, quando sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini. No sistema político iraniano, Khamenei concentrou por décadas controle sobre o aparato militar, a orientação religiosa do regime e as linhas centrais do poder executivo, legislativo e judicial. A sucessão, neste momento, segue incerta.
A trajetória de Khamenei esteve ligada ao endurecimento do regime islâmico, à repressão de dissidências internas e ao fortalecimento da Guarda Revolucionária. Ao longo de seu governo, ele também atravessou décadas de confronto com os Estados Unidos, ampliou o antagonismo com Israel e sustentou uma política de poder baseada na lealdade de facções internas e no controle rígido sobre o sistema político iraniano.
No campo nuclear, o líder iraniano sempre tentou combinar discurso público de contenção com a manutenção da capacidade estratégica do país. Fontes americanas ouvidas pela CBS sustentam que o impasse diplomático se agravou porque Teerã insistia em preservar capacidade de enriquecimento de urânio, enquanto Washington dizia enxergar nisso uma rota potencial para bomba nuclear. A administração Trump afirma ter considerado que a alternativa diplomática deixou de ser viável.
A eventual eliminação de Khamenei também amplia o risco de transformação do conflito em uma guerra regional aberta. Reportagens da CBS e da Reuters indicam que aliados dos EUA não foram informados em detalhe sobre a operação, que países do Golfo passaram a interceptar mísseis iranianos e que a tensão já afeta fortemente a segurança regional, a aviação e o equilíbrio político no Oriente Médio.
Em Teerã, segundo a CBS, houve relatos de comemoração em partes da cidade após a circulação das primeiras notícias sobre a suposta morte do líder supremo. Ao mesmo tempo, imagens e relatos também mostram o tamanho do abalo institucional e militar provocado pelos ataques. Neste momento, a guerra de narrativas corre em paralelo à guerra real: Washington e Tel Aviv falam em decapitação do regime; Teerã, por sua vez, insiste em classificar a ofensiva como agressão ilegal e promete resposta.
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