Resumo da Notícia
A política colombiana amanheceu em luto nesta segunda-feira (11) com a confirmação da morte de Miguel Uribe Turbay, senador conservador e pré-candidato à presidência, vítima de um atentado a tiros ocorrido durante um comício em Bogotá no último 7 de junho.
O parlamentar, de 39 anos, era filiado ao Centro Democrático, partido de direita, e estava internado desde a data do ataque na Fundação Santa Fé, na capital colombiana. De acordo com informações divulgadas por sua esposa, María Claudia Tarazona, o quadro clínico, que já vinha sendo acompanhado com cautela, agravou-se no sábado (9), quando ele sofreu uma hemorragia.
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Em uma mensagem emocionada publicada no Instagram, Tarazona escreveu: “Sempre será o amor da minha vida. Obrigada por uma vida cheia de amor. Peço a Deus para que me mostre o caminho para viver sem você“. Em seguida, concluiu: “Descanse em paz, amor da minha vida. Eu cuidarei dos nossos filhos“.
Atentado e internação prolongada
No dia 7 de junho, Uribe foi atingido por dois disparos na cabeça e um na perna enquanto discursava em um comício na capital colombiana. Submetido a diversas cirurgias, chegou a apresentar sinais de recuperação. Em 1º de julho, sua irmã María Carolina Hoyos declarou que a evolução médica era “milagrosa”, reforçando o otimismo de familiares e apoiadores.
Em 14 de julho, a Fundação Santa Fé divulgou um comunicado informando que o estado de saúde do senador se mantinha “favorável e estável” — após semanas sem atualizações oficiais.
A polícia colombiana já prendeu quatro suspeitos pelo crime, entre eles um adolescente de 15 anos, identificado como o autor material dos disparos. As autoridades ainda investigam as circunstâncias do atentado e possíveis motivações políticas.
O caso também gerou repercussão internacional. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou: “Os Estados Unidos se solidarizam com a família e com o povo colombiano, tanto no luto quanto na exigência de justiça para os responsáveis [no atentado]“.
A morte de Miguel Uribe interrompe uma trajetória política ascendente e aumenta a tensão no cenário eleitoral colombiano, que já vinha sendo marcado por polarização e episódios de violência política.
