Resumo da Notícia
A Igreja Católica canoniza no domingo (7) o jovem italiano Carlo Acutis, reconhecido por fiéis como “padroeiro da internet”. A missa começa às 5h (horário de Brasília), na Praça de São Pedro, presidida pelo papa Leão XIV — primeiro rito de canonização do novo pontífice, eleito em maio após a morte do papa Francisco.
O Vaticano já pendurou a imagem de Acutis na Basílica de São Pedro e anunciou um selo especial em homenagem ao novo santo.
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Na mesma celebração, Pier Giorgio Frassati também será declarado santo; o jovem italiano ficou conhecido por socorrer necessitados e morreu de poliomielite na década de 1920.
Por que este domingo é histórico
Acutis será o primeiro santo da geração “millennial”. Nascido em 3 de maio de 1991, em Londres (Inglaterra), viveu na Itália e morreu aos 15 anos, em 12 de outubro de 2006, vítima de leucemia — data em que o Brasil celebra Nossa Senhora Aparecida. O processo de canonização ganhou força após o reconhecimento de dois milagres:
- Brasil (2010): a cura de uma criança em Campo Grande (MS), que tocou numa relíquia do jovem durante missa anual de Nossa Senhora Aparecida.
- Costa Rica (2022): a recuperação de uma jovem após um acidente de bicicleta, reconhecida pelo Vaticano no ano passado.
Em 2020, com o milagre brasileiro reconhecido, Carlo foi beatificado.
Quem foi Carlo Acutis
Criado em Milão, Carlo uniu devoção e tecnologia desde cedo. Sua mãe, Antonia Acutis, relatou à ACI: “Desde pequeno, sobretudo depois da primeira comunhão, nunca faltou ao encontro diário com a Santa Missa e o Rosário, seguidos de um momento de adoração eucarística”.
Apaixonado por computadores, ele se aprofundou em conteúdos avançados para a idade. “Ele era um especialista em computação, lia livros de engenharia da computação e deixava todos maravilhados, mas colocava seu dom a serviço dos outros e o usava para ajudar seus amigos”, conta a mãe.
Carlo colocou esse conhecimento a serviço da fé ao criar um site para catalogar minuciosamente milagres e evangelizar na web, iniciativa que consolidou sua fama entre fiéis conectados. Para o bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, “este rapaz foi realmente genial e muitos aspectos da sua vida representam para nós um incentivo”.
Diagnosticado com leucemia, Carlo viveu a enfermidade em chave espiritual e faleceu em 12 de outubro de 2006. Seu corpo está exposto no Santuário do Despojamento, em Assis, em bom estado de conservação; o Vaticano informa que seus restos mortais foram “recompostos”.
O milagre brasileiro em Campo Grande
Após a morte de Carlo, a Paróquia São Sebastião, em Campo Grande, passou a expor uma vestimenta com sangue do jovem nas missas de 12 de outubro.
Em 2010, um avô levou o neto gravemente doente para venerar a relíquia. O pároco, pe. Marcelo Tenório, recorda: “A criança, me lembro bem, estava raquítica e tinha problemas de pâncreas anular. Ela não comia nada, não ingeria nem sólido nem líquido e teve a cura logo depois”.
Beatificação e inspiração para os jovens
A fama de santidade cresceu com a beatificação em 10 de outubro de 2020. Para Antonia Salzano, mãe de Carlo, o apelo entre os jovens se explica pela vida comum vivida com profundidade:
“Carlo era uma criança comum, como as outras, brincava, tinha amigos e ia à escola. Mas sua qualidade extraordinária foi que abriu a porta do coração para Jesus e colocou Jesus em primeiro lugar na sua vida. Ele usou essa habilidade para espalhar a boa notícia, o Evangelho. Ele queria ajudar as pessoas a terem mais fé, a entender que existe uma vida após esta, que somos peregrinos neste mundo”.

