Resumo da Notícia
O Ministério Público de Milão deve convocar alguns jogadores de futebol para depor como testemunhas na investigação sobre um suposto esquema de exploração da prostituição na Itália. Nenhum atleta é alvo do inquérito até o momento, porque não há indícios de que tenham cometido irregularidades. A apuração já levou à prisão de quatro pessoas no início da semana.
A linha adotada pelos investigadores é separar quem apenas frequentava festas e casas noturnas de quem pode ter recorrido ao chamado “serviço extra” oferecido pela agência “Ma.De Milano”, apontada como responsável por organizar encontros com jovens mulheres para atletas ligados a alguns dos principais clubes do futebol italiano.
De acordo com as primeiras informações, o MP deverá chamar apenas os jogadores para os quais existam evidências mais concretas de uso do “serviço extra” oferecido pela empresa após as noitadas.
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A polícia também precisará definir a situação dos outros nomes citados nas escutas telefônicas. O ponto central é saber se esses atletas eram apenas frequentadores das casas noturnas ou se também pagaram por encontros com as mulheres.
A grande quantidade de jogadores mencionados no inquérito reforça, segundo a investigação, o alcance da atuação da “Ma.De Milano”.
Como funcionava o esquema investigado
As festas aconteciam em boates de luxo em Milão, geralmente após partidas, e incluíam o uso de gás hilariante, o óxido nitroso (N₂O). O composto é descrito como um agente inalatório usado em contextos médicos para sedação consciente, mas que também pode provocar euforia leve e não configura doping.
Além da atuação em Milão, há suspeitas de que o grupo também operava na ilha de Mykonos, durante o verão europeu.
Segundo o Ministério Público, o serviço era divulgado por meio de uma página no Instagram e era voltado a pessoas “dispostas a gastar somas significativas para usufruir de serviços”, incluindo a participação de mulheres também disponíveis para “atividades de natureza sexual”.
