Giorgio Armani, símbolo da moda italiana, morre aos 91 anos

Ao longo de mais de 50 anos de história, Armani construiu sua marca com base na independência de pensamento e ação, valores que permanecem no DNA da empresa.
Giorgio Armani, símbolo da moda italiana, morre aos 91 anos
Estilista Giorgio Armani morre aos 91 anos e Itália decreta luto no mundo da moda - Foto: Reprodução/instagram @giorgioarmani

Resumo da Notícia


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O mundo da moda perdeu um de seus nomes mais emblemáticos. O estilista italiano Giorgio Armani, fundador de uma das grifes mais reconhecidas globalmente, morreu nesta quinta-feira (4), aos 91 anos, conforme comunicado oficial do Grupo Armani.

A empresa não divulgou a causa da morte, mas informou que o criador já enfrentava problemas de saúde há algum tempo. Em junho, ele foi forçado a se ausentar, pela primeira vez na carreira, da Semana de Moda Masculina de Milão, evento que sempre marcou presença. Seu retorno estava previsto para setembro, na nova temporada de desfiles da marca.

No texto, a grife expressa “profundo pesar” pela perda de seu “idealizador, fundador e incansável impulsionador”. O comunicado ainda lembra que o “Senhor Armani” faleceu em paz, cercado por familiares e pessoas próximas.

Velório e despedida

O corpo do estilista será velado neste sábado (6) e domingo (7), em Milão, com visitação aberta ao público das 9h às 18h (horário local). O funeral, no entanto, seguirá um formato privado, conforme desejo de Armani.

Considerado um mestre da elegância minimalista, Armani construiu um império que vai muito além do prêt-à-porter. Seu grupo fatura anualmente cerca de 2,3 bilhões de euros e atua em áreas como alta-costura, acessórios, perfumes, joias, decoração, arquitetura de interiores e hotelaria de luxo em capitais como Milão, Paris, Nova York, Tóquio, Seul e Xangai.

O estilista ficou conhecido por unir sensibilidade artística e visão empresarial. “Incansável, ele trabalhou até seus últimos dias, dedicando-se à empresa, às coleções e aos diversos projetos”, destacou a nota oficial.

Chamado de “il re Giorgio” (“Rei Giorgio”, em tradução), Armani foi capaz de antecipar tendências e transformar seu nome em sinônimo de requinte no mundo todo. O grupo ressaltou que ele “sempre manteve diálogo aberto com o público” e se dedicou a causas sociais, especialmente ligadas a Milão, cidade que o acolheu e impulsionou sua carreira.

Ao longo de mais de 50 anos de história, Armani construiu sua marca com base na independência de pensamento e ação, valores que permanecem no DNA da empresa. “A família e os funcionários levarão o Grupo adiante no respeito e continuidade destes valores”, afirmou o comunicado.

Repercussão na Itália e no mundo

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni lamentou a morte e exaltou seu papel como representante da moda nacional: “Com sua elegância, sobriedade e criatividade, trouxe prestígio à moda italiana e inspirou o mundo inteiro. Um ícone, um trabalhador incansável, um símbolo do melhor da Itália. Obrigada por tudo.”

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, definiu Armani como “um talento atemporal e embaixador do ‘Made in Italy’ para o mundo”. Em mensagem nas redes sociais, destacou que o estilista foi “um visionário da moda, intérprete refinado da elegância e da beleza italianas” e que sua trajetória é “uma história de sucesso extraordinária” pela qual o país é grato.

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