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EUA fazem novos ataques contra o Irã após petroleiro ser atingido perto do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma rota crítica: em 2024, passou por ali o equivalente a cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo.
Caça F-16 em voo sobre região desértica
Caças F-16 voam sobre o Oriente Médio durante um patrulhamento (Foto: CENTCOM)

Resumo da Notícia

  • Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos militares iranianos em 27 de junho.
  • A ofensiva foi uma resposta ao ataque contra o petroleiro M/T Kiku, atribuído a forças do Irã.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota vital, responsável por cerca de 20% do consumo global de petróleo.
  • O CENTCOM confirmou que os ataques atingiram sistemas de vigilância, radares e instalações de drones.
  • A tensão na região tem pressionado o mercado de energia, fretes e seguros marítimos.

Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos no Irã em 27 de junho, depois que o Comando Central dos EUA, o CENTCOM, atribuiu a forças iranianas um ataque ao petroleiro M/T Kiku, que navegava perto do Estreito de Ormuz com mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto.

Segundo comunicado publicado pelo CENTCOM no DVIDS, plataforma oficial de divulgação das Forças Armadas dos EUA, os ataques foram ordenados pelo comandante em chefe norte-americano e atingiram infraestrutura militar iraniana de vigilância, sistemas de comunicação, defesas aéreas, instalações de armazenamento de drones e capacidades ligadas ao lançamento de minas. A versão americana afirma que a ofensiva foi uma resposta direta à “agressão contínua” contra a navegação comercial.

O episódio amplia a tensão em uma das rotas mais sensíveis do comércio mundial de energia. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. De acordo com a U.S. Energy Information Administration, a passagem movimentou, em 2024, média de 20 milhões de barris por dia, volume equivalente a cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo.

Ataque ao M/T Kiku ocorreu após ofensiva anterior dos EUA

O CENTCOM informou que o M/T Kiku, de bandeira panamenha, foi atingido por um drone de ataque unidirecional por volta de 4h30 no horário da Costa Leste dos EUA, na manhã de 27 de junho. Pela conversão aproximada, o horário corresponde a 5h30 em Brasília.

A ação ocorreu um dia depois de ataques americanos realizados em resposta ao episódio envolvendo o M/V Ever Lovely. Em outro comunicado oficial, o CENTCOM afirmou que a embarcação, de bandeira de Singapura, foi atingida em 25 de junho por um drone enquanto saía do Estreito de Ormuz pela costa de Omã.

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Na versão americana, o Irã teve oportunidade de cumprir um acordo de cessar-fogo, mas voltou a atacar embarcações comerciais. Essa atribuição, porém, parte do governo dos EUA. A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) relatou que um petroleiro foi atingido por um “projétil não identificado” no Estreito de Ormuz, com danos à ponte da embarcação, tripulação em segurança e sem dano ambiental reportado no momento. A UKMTO não atribuiu publicamente a autoria do ataque no alerta citado por agências internacionais.

Por que o Estreito de Ormuz importa

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos do mercado global de energia. Por ali passam cargas de petróleo e derivados de países do Golfo, com poucas alternativas imediatas caso a navegação seja interrompida ou encarecida por risco militar.

Esse tipo de incidente pode pressionar fretes, seguros marítimos e expectativas sobre preço internacional do petróleo. Mesmo quando o fluxo não é totalmente paralisado, ataques ou ameaças na região tendem a elevar o custo de operação para navios e empresas que dependem da rota.

O CENTCOM afirmou que o trânsito comercial pelo Estreito de Ormuz continua. Ainda assim, a confirmação de danos a uma embarcação e a repetição de ataques em curto intervalo indicam uma deterioração do ambiente de segurança na região.

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