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Enchentes na fronteira entre Nepal e China deixam 75 mortos

Inundações na fronteira entre Nepal e China deixaram ao menos 75 mortos e centenas desaparecidos. Buscas continuam em áreas isoladas.
Reprodução/YouTube – Portal N10

Resumo da notícia

  • Enchentes na fronteira entre Nepal e China deixaram pelo menos 75 mortos.
  • O Nepal contabiliza 403 desaparecidos, incluindo 341 estrangeiros de 26 países.
  • Autoridades chinesas informaram três mortes e 265 desaparecidos em Gyirong.
  • Uma avalanche de gelo e rochas pode ter represado e liberado água no rio Lhende Khola.
  • Buscas continuam nos dois países, com estradas fechadas e comunidades isoladas.

Enchentes repentinas atingiram nesta quarta-feira (26) a região montanhosa da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, e deixaram pelo menos 75 mortos. Centenas de pessoas continuam desaparecidas nos dois países, enquanto equipes de resgate tentam alcançar comunidades isoladas por lama, pedras e danos em estradas e pontes.

O vídeo publicado pelo Portal N10 reúne imagens de câmeras de segurança em Gyirong, no lado chinês, e mostra pessoas correndo segundos antes de uma massa de água e detritos avançar sobre a área fronteiriça. A descrição original registrava 72 mortes no Nepal e 384 viajantes desaparecidos ou sem contato, mas os balanços foram atualizados ao longo do dia.

Buscas alcançam os dois lados da fronteira

Segundo o balanço mais recente da Associated Press, o Nepal passou a contabilizar 403 desaparecidos, entre eles 341 estrangeiros de 26 países. Parte do grupo seguia para o Monte Kailash, no Tibete, destino religioso visitado por peregrinos e turistas.

Na China, autoridades informaram três mortes e 265 desaparecidos no condado de Gyirong. O presidente Xi Jinping determinou a ampliação das operações de busca e socorro, enquanto vias entre a cidade de Gyirong e o porto fronteiriço foram fechadas para o trânsito comum e reservadas aos serviços de emergência.

A força da correnteza destruiu casas, trechos de rodovias, pontes e instalações de geração de energia. A lama também interrompeu comunicações e dificultou o emprego de helicópteros em alguns pontos, ampliando o desafio para localizar moradores, trabalhadores e viajantes.

Causa da inundação ainda está em análise

As primeiras avaliações indicam que uma avalanche de gelo e rochas atingiu a bacia do rio Lhende Khola, que atravessa a área entre o Nepal e o Tibete. Conforme a apuração da Reuters, o material pode ter bloqueado temporariamente o curso d’água e formado uma barreira natural que, ao ceder, liberou um grande volume de água de forma repentina.

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Especialistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas, o ICIMOD, acompanham essa hipótese, mas a investigação sobre o gatilho e a sequência exata do desastre ainda está em andamento. As autoridades também monitoram bloqueios rio acima diante do risco de novas cheias.

Orientação para moradores e viajantes

Moradores das áreas próximas aos rios foram orientados a deixar as margens e buscar terrenos mais altos. As restrições nas rotas de Gyirong afetam o acesso ao principal corredor terrestre da região, por isso viajantes devem acompanhar os avisos das autoridades locais e confirmar a situação dos trajetos com operadoras e representações consulares.

O Nepal tem histórico recente de desastres com grande impacto humano e estrutural. Em 2015, um terremoto deixou milhares de mortos no país e comprometeu cidades, estradas e serviços essenciais.

Os números desta quarta-feira são provisórios e podem mudar conforme as equipes restabeleçam contato com áreas isoladas e revisem as listas de viajantes. Nepal e China mantêm operações simultâneas de busca, resgate e retirada de pessoas expostas a novos deslizamentos ou elevação dos rios.

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