Xiaomi, GWM e Leapmotor elevam padrão dos PHEVs com bateria de 80 kWh

Com previsão de autonomia entre 400 e 500 quilômetros apenas no modo elétrico, as quatro marcas devem lançar SUVs e crossovers híbridos equipados com baterias de 80 kWh
Xiaomi, GWM e Leapmotor elevam padrão dos PHEVs com bateria de 80 kWh
Leapmotor D16 - Crédito da imagem: Yiche

Resumo da Notícia

Os fabricantes chineses de carros elétricos vivem um momento de disputa tecnológica cada vez mais acirrada. O novo foco da corrida é ampliar a capacidade das baterias em modelos híbridos plug-in (PHEV) e de autonomia estendida (EREV). Em 2026, alguns dos principais lançamentos chegarão ao mercado com conjuntos de 80 kWh.

Entre os protagonistas dessa mudança estão Xiaomi, Great Wall Motors (GWM), Leapmotor e Xpeng. As quatro marcas devem apresentar SUVs e crossovers híbridos capazes de rodar entre 400 e 500 quilômetros apenas no modo elétrico, aproximando-se do desempenho de modelos como Tesla Model Y.

Xiaomi, GWM e Leapmotor elevam padrão dos PHEVs com bateria de 80 kWh
Crédito da imagem: CnEVPost

O movimento se apoia na estratégia da gigante CATL, maior fabricante mundial de baterias. A empresa lançará no próximo ano sua nova geração de células de alto teor de níquel, conhecidas como Série 8. A promessa é reduzir o peso das baterias e aumentar a eficiência.

Para o consumidor chinês, a novidade tem sentido prático. Pesquisas indicam que a maioria dos donos de PHEVs praticamente não utiliza o motor a combustão, recorrendo a ele apenas em viagens longas. Com baterias mais robustas, esses carros funcionam na prática como elétricos, mas mantêm flexibilidade.

A Leapmotor já confirmou que seu novo SUV D19 fará estreia global em 16 de outubro. Ele será um dos primeiros da marca a adotar a bateria de 80 kWh. O mesmo acontecerá com o Kunlun, da Xiaomi, e com o Tank 800 Hi4-Z, da GWM.

A SAIC também entrou no jogo ao lançar o crossover IM LS6 EREV com bateria de 66 kWh, mas já deve perder terreno diante dos rivais que apostam na capacidade maior. Para os próximos meses, a expectativa é que a maioria dos novos PHEVs do mercado.

Essa tendência coloca os híbridos em pé de igualdade com elétricos já consolidados. Além do Tesla Model Y, outro exemplo é o Xpeng G9, que usa bateria de 79 kWh. A diferença, agora, é que os novos híbridos conseguem entregar o mesmo alcance sem abrir mão.

O avanço só foi possível porque as baterias LFP (fosfato de ferro-lítio), populares até aqui, começaram a dar sinais de limite. Mais pesadas, elas encareciam os projetos e comprometiam a dirigibilidade, já que alguns PHEVs ultrapassavam as três toneladas. A solução de alto níquel da Série.

No fim das contas, a batalha dos 80 kWh mostra como a fronteira entre híbridos e elétricos está se apagando. A próxima geração de SUVs chineses promete transformar os PHEVs em verdadeiros substitutos dos BEVs, oferecendo desempenho, alcance e recarga rápida — mas com segurança extra.

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