Resumo da Notícia
William Bonner sempre cultivou a imagem de jornalista discreto, mais associado à sobriedade do estúdio do que a paixões pessoais. Agora, longe da bancada diária, ele permite que o público conheça um outro lado: o de entusiasta de carros clássicos, alguém que vê nas máquinas antigas não apenas valor histórico, mas experiências vivas sobre rodas.
Essa faceta ganha espaço na série documental Máquinas do Tempo, dirigida e apresentada por Ernesto Paglia. Com estreia prevista para 2026, a produção mergulha no universo dos colecionadores e propõe um olhar sensível sobre memória, design e o prazer de dirigir, reunindo histórias pessoais e ícones do automobilismo.
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Produzida pela O2 Filmes, a série terá seis episódios e nasce em parceria com o Carde – Arte Design Museu, em Campos do Jordão, no interior paulista. O local abriga hoje três veículos que já fizeram parte da coleção de Bonner, construída ao longo de mais de uma década, sempre fora dos holofotes.
No documentário, o ex-âncora do Jornal Nacional fala abertamente sobre sua trajetória como colecionador e sobre a lógica pouco convencional que guia sua garagem. Para ele, carros não são peças de museu: são feitos para rodar, sentir a estrada e, depois, seguir para novas mãos.
Bonner revela que já teve dezenas de modelos icônicos, com destaque para vários Mustangs de diferentes anos e cores. Em 2022, chegou a mostrar parte da coleção e contou que tudo começou com um Mustang 1968, em um tom azul-esverdeado que marcou o início dessa relação afetiva com os clássicos.
A série também amplia o olhar ao reunir depoimentos de nomes históricos do automobilismo e do jornalismo esportivo, como Emerson Fittipaldi e Reginaldo Leme. Os episódios conectam trajetórias pessoais à evolução do design automotivo, criando um mosaico de lembranças, velocidade e estilo.
O projeto coincide com uma nova fase na carreira de Bonner. Após deixar o Jornal Nacional em outubro de 2025, ele se prepara para assumir, em 2026, o comando do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg, agora com mais liberdade para mostrar que, fora do estúdio, também sabe acelerar.

