Resumo da Notícia
A transição energética começa a ganhar tração também fora das ruas e rodovias. Em um movimento que sinaliza mudança estrutural no setor de construção e mineração, a Volvo CE dá um passo decisivo ao levar máquinas pesadas elétricas para a produção em larga escala. Não se trata mais de conceito, mas de aplicação prática em ambientes exigentes.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16), marcando o início da fabricação em série dos caminhões articulados A30 Electric e A40 Electric. São modelos de grande porte, pensados para operações intensas, que passam a integrar a linha regular da fabricante. A iniciativa coloca a empresa na dianteira desse segmento.
A produção acontece em Braås, na Suécia, unidade histórica onde nasceu o primeiro caminhão articulado do mundo, em 1966. O local, conhecido por abrigar o lendário “Gravel Charlie”, reforça o simbolismo dessa nova fase. Agora, o mesmo berço passa a liderar a eletrificação desse tipo de veículo.
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Os novos caminhões foram apresentados ao público durante a feira Bauma 2025, na Alemanha, onde despertaram forte interesse do setor. Empresas de mineração, especialmente, reagiram com uma alta demanda inicial. Esse retorno acelerou o cronograma e consolidou a aposta da marca.
Com capacidade de carga de 29 e 39 toneladas, respectivamente, os modelos foram projetados para encarar operações severas. A engenharia precisou ser adaptada para suportar vibrações intensas e grandes impactos. Mesmo assim, mantêm desempenho elevado graças ao torque instantâneo dos motores elétricos.
A autonomia também chama atenção: os caminhões podem operar por até seis horas com uma única carga, dependendo da aplicação. Esse alcance é considerado competitivo para o tipo de trabalho que realizam. Além disso, a substituição de sistemas convencionais reduz perdas energéticas e melhora a eficiência.
Outro ponto relevante é o custo total de operação, que tende a cair com a eletrificação. Motores elétricos exigem menos manutenção e têm menos componentes sujeitos a desgaste. Isso se traduz em economia ao longo do tempo, especialmente em operações contínuas e de grande escala.
Do ponto de vista ambiental, os ganhos são evidentes. A ausência de emissões diretas e a redução significativa de ruído tornam os modelos ideais para ambientes fechados, como minas subterrâneas. Também abrem espaço para operações em áreas urbanas e horários com restrição sonora.
As primeiras unidades já começaram a ser entregues a clientes no Reino Unido e na Noruega. A expectativa é ampliar a presença na Europa a partir do segundo semestre de 2026, com possibilidade de expansão futura para mercados emergentes. O movimento indica que a eletrificação pesada deixou de ser promessa e passou a ser realidade.
