Resumo da Notícia
Viajar de carro com cães e gatos virou rotina para muitas famílias brasileiras. No entanto, o que parece simples exige atenção redobrada: a forma de transporte influencia diretamente a segurança do animal, do motorista e de todos os passageiros. Ignorar as regras pode resultar não apenas em riscos de acidentes, mas também em multas e perda de pontos na CNH. Entenda os diferentes tipos de freios e como eles funcionam.
Desde a pandemia, o número de lares com animais cresceu significativamente — já são mais de 50% segundo a Abinpet. Com isso, aumentou também a presença dos pets nas ruas e estradas. Porém, especialistas alertam que o transporte incorreto, como deixar o cachorro solto ou com a cabeça para fora da janela, é perigoso e expressamente proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
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De acordo com o artigo 252 do CTB, dirigir com o animal entre os braços ou pernas é infração média, sujeita a multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH. Já o artigo 235 proíbe o transporte de pets na parte externa do veículo, o que inclui o famoso “vento na janela”, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos. Ou seja, nada de pets soltos, no colo ou na caçamba.
Para o veterinário Márcio Thomazo Mota (CRMV-SP), cães e gatos devem ser levados com peitoral e guia adaptada ou em caixas de transporte presas pelo cinto de segurança. Isso evita que, em freadas bruscas, o animal seja lançado contra partes do carro. Já a veterinária Camila Canno Garcia, da Petz, orienta acostumar o pet gradualmente ao carro, associando o ambiente a experiências positivas.
Em viagens mais longas, o cuidado deve ser ainda maior, onde o ideal é alimentar o pet até três horas antes da partida e fazer paradas regulares para que ele possa se hidratar e se aliviar. “O ar-condicionado precisa estar em temperatura adequada, principalmente para raças como Pug e Buldogue, mais sensíveis ao calor”, alerta Mota.
Outro ponto importante é o conforto térmico, pois o carro não pode ficar quente demais, e o animal jamais deve ser deixado sozinho dentro do veículo, mesmo por poucos minutos. A temperatura interna pode subir rapidamente, causando superaquecimento e desidratação. Para os gatos, recomenda-se cobrir parcialmente a caixa com um pano, o que ajuda a reduzir o estresse.
Além dos cães e gatos, aves, répteis e roedores também exigem transporte adequado. As caixas específicas para cada espécie estão disponíveis em pet shops e garantem proteção durante o trajeto. “Evite usar gaiolas comuns de casa, pois o movimento do carro pode ferir o animal”, explica a veterinária Gabriela Giraldi, que também reforça a importância de vacinas e antipulgas atualizados.
A legislação é clara: transportar o pet solto é infração leve (art. 169), com multa de R$ 88,38 e três pontos. Para evitar problemas, invista em acessórios apropriados, como cinto de segurança para pets, assentos tipo cadeirinha ou divisórias entre bancos. Eles limitam o movimento e mantêm o animal protegido em caso de impacto.
Por fim, especialistas recomendam preparar o pet com antecedência. Deixe a caixa aberta em casa para que ele se acostume ao cheiro e ao espaço. Use brinquedos e petiscos para criar uma associação positiva. Em resumo, viajar com o bichinho exige carinho e responsabilidade — e o segredo está em equilibrar segurança, conforto e amor na mesma viagem.




